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Refugiados acolhidos pela Fundação ADFP vão aprender português mais prático

A Fundação ADFP vai possibilitar aos refugiados sírios e sudaneses, que têm tido aulas de gramática e português, lecionadas por professora pertencente a ADFP, que comecem a aprender um português mais prático, através de uma parceria com a SPEAK. Este projeto tem como missão ajudar a resolver o problema da exclusão social de migrantes, e contribuir para a sua integração nas cidades onde vivem, através de um programa de partilha de conhecimentos linguísticos e culturais, que derruba a barreira linguística, e que aproxima pessoas de origens diferentes.

O programa de 9 sessões, dinamizadas pela Joana Apóstolo e Vânia Pessoa, entre 14 e 31 de agosto, em Miranda do Corvo, permitirá desenvolver competências linguísticas e sociais nas famílias acolhidas. O foco estará na prática da oralidade, e de oportunidade de alargamento do vocabulário, através da interação com os Buddies (professores voluntários), e uns com os outros, de forma descontraída, com jogo e atividades, ainda que com sistematização de vocabulário também.

A Fundação ADFP, consciente da importância do domínio da língua Portuguesa para a integração e autonomização na comunidade, viu nesta forma de aquisição de competências uma mais-valia para as famílias. Segundo Hugo Vaz, Técnico da Fundação ADFP “as famílias têm tempo limitado de projeto e de apoio, por isso, temos rapidamente de lhes dar ferramentas que as autonomizem, sendo o domínio da comunicação um elemento chave neste processo”. Esta metodologia essencialmente virada para a ação, pretende facilitar a interação entre os diferentes participantes - imigrantes / refugiados e locais - permitindo aproximar as pessoas e fortalecendo redes de solidariedade, “a conjugação entre a teoria e a ação, através da exposição a situações reais, permite obviamente ganhos enormes em aquisição de competências pessoais e sociais” reforça Hugo Vaz.

Neste momento, e em articulação com o Alto Comissariado para as Migrações, o SPEAK está a procurar responder às necessidades dos refugiados acolhidos em Portugal, no que respeita à aprendizagem da Língua Portuguesa. Ao associar-se ao Speak, a Fundação ADFP, atenta, mantém a sua veia inovadora.