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Oito novos confrades, homenagem a Pedro Faria e visita ao Templo Ecuménico

No VIII Capítulo da Real Confraria da Matança do Porco

O VIII Capítulo da Real Confraria da Matança do Porco foi marcado pela entronização de oito novos confrades, uma homenagem póstuma ao Eng.º Pedro Faria e uma visita ao novo Templo Ecuménico Universalista, dia 30 de Outubro.

Jorge Antunes, advogado, Juliana Marreco, empresária, Lara Guardão, educadora de infância, Luís Correia, professor, Maria do Céu Cotrim, técnica de serviço social, Maria Graciosa Carvalho, administrativa, Pedro Cordeiro, empresário e Sofia Ramos, uma criança, foram os novos confrades e confreiras entronizados.

A cumprir o ritual, o vice-patrono César Fernandes, com uma faca da Matança, entronizou os novos confrades, enquanto o Magarefe da Assembleia da Matança, Quirino S.Miguel colocava as medalhas.

Na abertura da cerimónia, o Patrono do Conselho de Lavradores, Jaime Ramos, fez questão de mencionar a génese desta confraria, criada para combater o fundamentalismo da ASAE, que pretendia impedir práticas tradicionais em Portugal, como a da matança:

“Foi para enfrentar fundamentalismo que nasceu a Confraria, em defesa da matança como festa pagã, da familia e vizinhos , e muito ligada a cultura cristã, uma vez que só pode ser efetuada por religiões em que se come carne de porco”, disse Jaime Ramos.

Após entronização, a Real Confraria da Matança do Porco decidiu homenagear a título póstumo o Engº. Pedro Faria com um quadro com imagens do ex-diretor do Parque Biológico da Serra da Lousã, ele que foi também o principal responsável pela participação de Carlos Baptista, cavaleiro da Fundação ADFP, pioneiro da participação de Portugal nos jogos paralímpicos de Atenas, na modalidade de “dressage” (ensino) de Equitaçao adaptada.

Outro dos momentos altos deste VIII Capítulo foi sem dúvida a visita dos confrades ao novo Templo Ecuménico Universalista, tendo como cicerone o seu criador, Jaime Ramos, que entre outras referências sublinhou alguns símbolos, como a bandeira nacional e a Cruz de Cristo. Dois símbolos que marcam que o Templo foi feito por cristãos, em Portugal, num espírito ecuménico e universalista, que abarca 15 religiões, entre as quais as 3 monoteístas (católicos, judeus e muçulmanos), com espaço também para ateus e agnósticos.

Este VIII Capítulo começou com o Desjejum no Parque pelas 9h00, prosseguiu com a visita ao Templo pelas 10h30, pelas 11h45 a missa celebrada por Padre Daniel Mateus, a foto de grupo nas escadarias do Calvário e desfile até à Praça José Falcão.

Após a cerimónia da entronização procedeu-se à recriação da “Matança do Porco”, desta vez diferente porque o porco foi primeiramente insensibilizado com um êmbolo no cérebro, no curral, sendo depois sangrado longe dos olhares dos confrades, diante dos quais foi chamuscado e depois preparado para a salgadeira .

O “Jantar da Matança” começou às 14h30, no restaurante do Hotel Parque Serra da Lousã, e finalizou perto das 16h00.

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