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Na Fundação ADFP apoio à natalidade abrange agora homens pais

Nova medida no âmbito da igualdade de género

O Conselho de Administração da Fundação ADFP aprovou por unanimidade uma medida, no âmbito da igualdade de género, que estende o apoio à natalidade , antes só concedido às funcionárias, aos colaboradores pais.

A ideia partiu do presidente, Jaime Ramos, que tem ainda o objectivo  de estimular as famílias numerosas dando aos terceiros filhos e seguintes um reforço, o dobro do dado aos primeiros e segundos, ou seja, mil euros, mais de dois salários mínimos, sempre com o mesmo critério do apoio à natalidade e as famílias.

 A Fundação ADFP de Miranda do Corvo, proprietária do Parque Biológico da Serra da Lousã, criou em 2007 uma medida pioneira para as funcionárias a quando do nascimento de um filho, atribuindo um prémio de 500 € para promover a igualdade entre os sexos no acesso ao trabalho e contrariar a discriminação das mulheres trabalhadoras.

A medida já contemplou desde o seu início 15 mães, duas em 2008, tantas como em 2009, três em 2010, duas em 2011, cinco em 2012 e até agora, uma em 2013. Os cheques de 500 € oferecidos a cada mãe trabalhadora na instituição, incidem sobre artigos para o bebé adquiridos no comércio local, contra a apresentação de facturas de igual valor.

È condição que o pai ou mãe trabalhadora, já se encontre a trabalhar na ADFP há mais de 12 meses.

Já por várias vezes Jaime Ramos se pronunciara sobre o apoio às mulheres grávidas, considerando que as empresas “têm de adoptar medidas de responsabilidade social que favoreçam a maternidade e evitem a exclusão das mulheres do mercado de trabalho, pelo facto de ficarem grávidas e cumprirem a sua obrigação pela manutenção da espécie”.

Jaime Ramos adiantara também que “com demasiada frequência assiste-se a um discurso por parte dos responsáveis pelas empresas contra as mulheres mães condenando o seu absentismo” e que “a intolerância contra as mulheres grávidas por parte de alguns empregadores é uma das causas da baixa natalidade em Portugal e deve ser contrariada por medidas de discriminação positiva”.

O apoio à natalidade estende-se agora, no que é uma medida pioneira na instituição, aos homens pais e a um reforço das verbas às famílias numerosas.

Recordamos que a Fundação gere com o apoio da segurança social uma residência para trinta pessoas de apoio a mulheres, em risco de pobreza ou marginalidade, grávidas ou com filhos menores.

A Fundação ADFP tem a noção que não são os 500 ou mil euros que levam um jovem casal a ter filhos mas também sabe que o apoio das entidades patronais aos trabalhadores pais ou mães, apoiando a família na decisão de se alargar e reproduzir, pode ser um contributo decisivo.

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