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Fernando Gomes ficou positivamente espantado

Presidente da Secção Centro da Ordem dos Médicos visitou Fundação ADFP

Fernando Gomes chegou à sede da fundação ADFP de Miranda do Corvo e foi recebido pela senhora Dra. Adélia Marta, técnica de serviço social responsável pelas valências dirigidas para a terceira idade e pela Dra. Dalila Salvador, psicóloga, coordenadora da área da deficiência, doença mental e infância.


"Estou positivamente espantado. A culpa talvez seja minha por não conhecer esta instituição há mais tempo", afirmou Fernando Gomes, que especificou o que mais o espantou:
"Tive uma boa impressão ao percorrer as principais valências deste Centro Social Comunitário, onde apercebemo-nos do trabalho técnico que é efectuado e, sobretudo, da grande ligação humana, da interacção dos profissionais com os utentes, através do convívio intergeracional".


Quanto a uma eventual colaboração da Secção Regional Centro da Ordem dos Médicos e a Fundação Assistência, Desenvolvimento e formação Profissional, Fernando Gomes afirmou que, a verificarem-se "pontos de acção comuns, estaremos abertos a plataformas de entendimento mútuo".


A visita terminou com um almoço a dois, Fernando Gomes e Jaime Ramos, no Restaurante Museu da Chanfana, ex-libris da gastronomia tradicional e regional, no edifício que integra também o Centro de Informação do Parque Biológico da Serra da Lousã, onde os visitantes adquirem os bilhetes e entram para o parque.


Fernando Gomes, medico neurocirurgião, foi deputado pelo PCP (Partido Comunista Português), no final da década de oitenta enquanto Jaime Ramos foi parlamentar eleito pelo PSD (Partido Social Democrata), no final da década de setenta até 1985, pelo que nunca foram adversários diretos na Assembleia da Republica.


Fernando Gomes foi um dos apresentadores do livro do médico mirandense "Não basta mudar as moscas...", realizado na sede da Ordem dos Médicos em Coimbra.


Fernando Gomes, que deixou a política há dez anos, afirmou na apresentação da obra, com o subtítulo "Lisboa, amante cara de um país pobre" que embora tenha sido adversário político de Jaime Ramos, hoje subscreve em 80% as propostas que o médico de Miranda escreveu no livro “Não basta mudar as moscas…”.


"Concordo a 100% com todos os 26 pontos na área da saúde, expostos na obra de Jaime Ramos, de quem louvo a coragem de assim se expor, mas ele corre o risco de ser considerado um cripto-comunista", concluiria ironicamente o neurocirurgião Fernando Gomes a concluir a sua análise do livro do polémico dirigente da Fundação ADFP.


Não é demais recordar que na sua obra, Jaime Ramos apresentava pelo menos algumas ideias chave que suscitaram polémica:
"O capital que investe na indústria farmacêutica é igual ao que opera na banca e investe no armamento, a actuação pouco ética dos laboratórios torna-se evidente quando retiram do mercado medicamentos baratos".


No ponto 23 das suas propostas para a saúde, o médico Jaime Ramos escreveria:
"Será um crime destruir o SNS [Serviço Nacional de Saúde] para aumentar a possibilidade dos privados fazerem lucros à custa da dor e do sofrimento das pessoas. Um sistema de saúde que aposte numa maior participação do sector lucrativo vai consumir uma maior percentagem do PIB [Produto Interno Bruto], com prejuízos para o Estado e para as pessoas".


Fernando Gomes visitou as várias valências da ADFP desde a Residência geriátrica, lar de idosos, á Residencial para pessoas com deficiência e doença mental, passando pela clínica de fisioterapia e reabilitação.


Na residencial Assistida, que integra um lar para idosos e duas Unidades da Rede de Cuidados Continuados Fernando Gomes teve a oportunidade de avaliar as preocupações da ADFP ma área da demências senis.


O líder da Ordem dos Médicos na região centro passou ainda pelo cinema e pelo prédio onde a ADFP tem 5 apartamentos vocacionados para doentes mentais graves.


A Fundação ADFP é um das IPSS pioneiras no país com projetos vocacionados para doença mental. Recordamos que a IPSS mirandense obteve o 1º Premio Nacional do Hospital do Futuro pelo seu projeto DiferenteMente IgualMente na área da doença mental.


Recentemente a Fundação ADFP apareceu como hipótese para dar resposta a doentes mentais internados em hospitais psiquiátricos asilares, apostando na sua integração comunitária, numa lógica de humanização dos cuidados de saúde.


A Fundação ADFP é pioneira no convívio intergerações e na integração de pessoas com deficiência e doença mental.


A ADFP é para muitos especialistas, considerada um bom exemplo de boas práticas na integração de pessoas especiais com particular atenção aos doentes mentais graves, os mais excluídos dos excluídos.


Esta visita do líder regional da Ordem dos Médicos, após a visita do Sindicato dos Enfermeiros á IPSS sedeada em Miranda, evidencia a vontade da Fundação ADFP colaborar com todas entidades que representam os profissionais da área da saúde.


A Fundação ADFP tem hoje cerca de 330 residentes, desde crianças a idosos, e muitas dezenas de colaboradores licenciados, onde se contam 25 enfermeiros, dos quais 6 do quadro, e 8 médicos de varias especialidades.


A ADFP tem dois serviços com enfermagem em permanência, 24 h/dia, e consultas médicas diárias, incluindo feriados e fins-de-semana.

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