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Doentes mentais graves também vão ao cinema

Uma vez por semana na Fundação ADFP

Cerca de 50 doentes mentais graves instalados na sua maioria na Residência Esperança (reta da Godinhela em Miranda do Corvo), provenientes do Lorvão e de Arnes vão ao cinema em Miranda do Corvo, uma vez por semana, aos sábados de manhã, desde há um mês.

Quando a programação comercial não é adequada (violência, sexo explícito, terror, drama) estes doentes veem clássicos do cinema português como “A vizinha do lado”, “O Leão da Estrela”, “A canção de Lisboa”, ou outros filmes internacionais.

Para a maioria será a primeira vez que lhes permitem o acesso regular á sétima arte, sendo certo que há muitos anos que não tinham este hábito.

O contacto regular com o cinema é uma nova forma de integração cultural e social.

A Fundação ADFP adquiriu larga experiência ao longo dos seus 25 anos de existência, no âmbito do apoio à doença mental, e tem sido inovadora na humanização dos cuidados a doentes mentais graves, investindo na sua integração e reabilitação.

Para além destes novos utentes, a Fundação dá respostas sociais a pessoas com doença mental utentes do CAO (Centro de Atividades Ocupacionais), do Fórum Sócio Ocupacional, formandos de cursos de formação profissional, e ainda residentes na UVA (Unidade de Vida Apoiada), na Residencial Coragem, do Centro Social Comunitário e  na Residência Igualdade em Rio de Vide.

A Fundação ADFP devido a estratégia integradora que promove com pessoas com deficiência ou doença mental já obteve em 2010 e em 2012 o Primeiro Prémio nacional de Hospital do Futuro.

Também a Embaixada dos países Baixos e o Instituto de Corporate Governance atribuíram á ADFP o primeiro prémio nacional Damião de Góis pela integração que o Parque Biológico da Serra da Lousa promove com pessoas com necessidades especiais, nomeadamente doentes mentais.

A Fundação ADFP sabe que as pessoas com doença mental não são iguais, pelo que, de acordo com as suas características individuais, usa diferentes residências e diversas estratégias ocupacionais adequadas a cada doente, tentando valorizar o seu potencial.

A Fundação ADFP apoia mais de uma centena de doentes mentais na sua maioria usando serviços e valências integradoras, que servem outro tipo de população, incluindo deficientes físicos e motores, crianças, jovens e mulheres vítimas de exclusão social e violência domestica.

Estes doentes já utilizam serviços instalados em três das cinco freguesias do concelho, aproximando as respostas sociais da comunidade.

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