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Conversou com os Refugiados em Penela, visitou a Fundação ADFP em Miranda e foi aos Paços do Concelho

Ministro Adjunto Eduardo Cabrita em Penela e Miranda do Corvo com a Fundação ADFP

Acompanhado pela secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade de Género, Catarina Marcelino, o Ministro Adjunto Eduardo Cabrita, visitou o Centro Paz para refugiados em Penela, a Fundação ADFP e o Espaço da Mente, e almoçou no Hotel Parque e, antes de partir, foi aos Paços do Concelho, assinar o livro de honra, dia 6 de Fevereiro.

Constitui uma honra conhecer a notável obra social e cultural desenvolvida pela vossa Fundação aqui em Miranda do Corvo. Contem com o nosso apoio e parceria, bom trabalho”, escreveu Eduardo Cabrita no livro de honra do Espaço da Mente, onde também constam as palavras de Catarina Marcelino:
Miranda do Corvo no mundo e o mundo em Miranda do Corvo, uma visita inesperada e de grande valor”.

Com estas duas frases os dois governantes reconheceram a “notável” obra da Fundação, a quem prometeram “apoio e parceria”, já depois de terem visitado a sede da instituição, tendo como anfitrião Jaime Ramos, presidente do Conselho de Administração da Fundação ADFP.

Na visita ao Espaço da Mente, junto ao local onde se revê a história do Ramal da Lousã Jaime Ramos confrontou o Ministro com a necessidade de se corrigir a situação criada pelo abandono da obra. Jaime Ramos recordou ao Ministro que a sua esposa , Paula Vitorino (agora Ministra do Mar) foi a Secretaria de Estado que lançou as obras do Metro Mondego . Eduardo Cabrita assegurou que o governo estava sensibilizado e recordou as palavras do Ministro do Planeamento a garantir que iria "desencravar" o processo do Metro Mondego. À chegada à sede, todos os quadros, dirigentes e funcionários foram apresentados por Jaime Ramos aos governantes e à extensa comitiva, que contou entre outros com o Alto–Comissário para as Migrações, Pedro Calado, o diretor Nacional Adjunto do SEF, Joaquim Pedro Oliveira, Emília Lisboa, do Gabinete de Aslio e Refugiados, Pedro Ruas, do SECI, para além do presidente da Câmara, Miguel Baptista, do presidente da Assembleia Municipal, João Mourato, e da Junta de Freguesia, Fernando Araújo, por Luís Matias, presidente da Câmara de Penela, o vice-presidente Emídio Domingues, o presidente da Assembleia Municipal, Fernando Antunes e Ramiro Miranda, diretor do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Coimbra.

Os governantes foram ao Centro Paz dos refugiados em Penela, iniciativa da Fundação ADFP, e gostaram do que viram.
A visita dos governantes começara a meio da manhã em Penela, ao Centro Paz de Acolhimento aos Refugiados, dirigido por Nathaliya Bekh, onde os aguardavam Luís Matias e Jaime Ramos, para além dum batalhão de repórteres das televisões, rádios e jornais nacionais e regionais.

Luís Matias referiu aos jornalistas “que o processo de integração tem sido um sucesso, com um bom acolhimento dos penelenses, os adultos a aprenderem a língua no Centro, mas também acelerando a aprendizagem na Universidade de Coimbra e que tem aqui boas possibilidades de trabalho face ao crescimento económico do concelho”.

Jaime Ramos começou por salientar que o acolhimento a estes vinte refugiados sírios e sudaneses, vindos do Egipto, não fazia parte do contingente que foi depois atribuído a Portugal em consequências das últimas migrações através do Mediterrâneo e Turquia.
“Estamos disponíveis para receber mais recordando o dever humanista de acolher estas pessoas que fogem da guerra para salvar a vida. Nestes concelhos poderíamos receber 100 refugiados ou mais, pois temos todas as estruturas prontas, para que se possam integrar como tem acontecido com estes”.

Interrogado sobre o que acontecerá, se ao fim dos 10 meses previstos os refugiados adultos não estejam empregados, Jaime Ramos admitiu que “há sempre um plano B, com recurso a apoios sociais, muito embora este processo esteja a ser um sucesso”: “Estão na escola, os adultos também, um jovem é jogador do Penelense, estão todos a aprender uma língua que já conseguem perceber mas ainda não falam. Este tipo de projeto não pode ser só nas grandes cidades, é preciso incluí-lo em todo o território nacional, quando o território é mais pequeno mais fácil é conhecer e integrar na comunidade”, concluiu.

Após a visita ao Centro Paz, Eduardo Cabrita diria então que “o Governo português vai fazer tudo para que os refugiados se sintam em casa, em paz e liberdade, nesta terra para que seja vossa”.

“Eles vieram de países e culturas diferentes, como a Síria e o Sudão, e Portugal é um país pequeno, com portugueses em todo o mundo que foram acolhidos por outras pessoas e países, e tem uma preocupação muito ativa e solidária”.

Mostrando-se um poliglota o ministro cumprimentou-os em árabe, e depois, na visita que se seguiu à escola, falou a algumas crianças em russo. No Agrupamento de Escolas Infante D. Pedro, o seu diretor, Avelino Ferreira dos Santos, acolheu ministro e comitiva com um excelente concerto dos jovens com guitarras portuguesas, de que foi intérprete e maestro.

Os jovens refugiados sírios sentem-se ali integrados com os colegas de outras nacionalidades que não só a portuguesa. Natalyia Bekh referiu então que “trata-se das crianças se irem acostumando aos espaços e aos novos colegas, é preciso tempo para que eles descubram como é uma escola portuguesa, todos os ajudam, não há nenhum problema, jogam futebol, integrando-se no espaço e na sociedade, em plena coexistência, eles adoram vir todos os dias”.

Em representação da Universidade Coimbra, parceira da Fundação ADFP, esteve presente o Vice-Reitor, Professor Dr. Joaquim Ramos de Carvalho. Esta Universidade possibilitou aos utentes a frequência de um curso intensivo de português, língua não materna, como forma de facilitar a sua integração no país. Recordamos que alguns dos refugiados têm formação académica superior.

Fundação ADFP à altura do melhor que se faz em termos de solidariedade

No regresso a Miranda do Corvo, Eduardo Cabrita considerou “muito positivo” o projeto da Fundação ADFP com a Câmara de Penela e vários parceiros, considerando que sobre esta instituição é “possível afirmar que está à altura do melhor que se faz em termos de solidariedade”.

“Fiquei muito impressionado com o trabalho de integração social, inclusão e cultural”, concluiu.

Após o almoço no Hotel Parque Serra da Lousã, Eduardo Cabrita e Catarina Marcelino, a par de Jaime Ramos, foram aos Paços do Concelho, onde o presidente Miguel Baptista, vereadores membros do executivo e da sua equipa, para além do pároco Dinis e do Comandante dos Bombeiros, Fernando Jorge, entre outros, os receberam na sala da presidência. Esta ida á Camara foi uma deferência do Ministro para com a autarquia uma vez que não constava do programa oficial da visita.

Miguel Baptista fez valer ao Ministro Adjunto o que é a sua grande prioridade: “a resolução do Ramal da Lousã, que relançará novamente o crescimento económico do concelho”.

“O Metro Mondego é uma situação que se arrasta ao longo dos anos e nos preocupa profundamente. Os concelhos de Miranda e Lousã sofreram duplamente a nível económico e social, com o encerramento da linha e com a crise dos últimos anos. Na sequência da suspensão do serviço e do levantamento dos carris, Miranda do Corvo está a perder alguns habitantes”, sublinhou com ênfase a retoma da anterior situação de mobilidade.

Eduardo Cabrita vinha preparado, até porque, disse, “o meio ferroviário é uma prioridade do Governo, e hoje fundamental instrumento de ligação entre territórios”. Mais, “a matéria está identificada e terá uma proposta técnica adequada o mais breve possível”.

Após terem recebido as medalhas de honra do município, os dois governantes foram brindados com um Porto de Honra, antes de um breve café no Avenida.


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