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Assinaram protocolo de financiamento e cooperação do futuro hospital

Câmara Municipal e Fundação ADFP de Miranda do Corvo

O Município de Miranda do Corvo assinou um protocolo com a Fundação ADFP com vista ao financiamento e cooperação com o futuro hospital dos Vales do Ceira e Dueça.

A autarquia comparticipará com 500 mil euros para a construção e 250 mil para o equipamento da clinica medico cirúrgica.

O protocolo refere que se o edifício do hospital não vier a funcionar e for adaptado a valências sociais a Câmara limitará o apoio a 400 mil euros para a construção.

Se o edifício vier a ser vendido pela Fundação a Câmara terá o direito de preferência e será indemnizada do apoio concedido.

Na cerimónia, no auditório dos Paços do Concelho, estiveram presentes na plateia algumas dezenas de pessoas incluindo a presidente da Câmara Fátima Ramos e o presidente do Conselho Fiscal da Fundação, Nuno Felipe.

Na mesa de honra, para além do presidente do Conselho de Administração, Jaime Ramos, encontravam-se Mário Ricardo, presidente da Assembleia Municipal, Reinaldo Couceiro, vice-presidente do Município, o vereador com competências delegadas, Sérgio Seco, o padre Daniel Mateus, presidente do Conselho Geral da Fundação, a vereadora Carla Baptista e o deputado municipal Eduardo Barata.

Carla Baptista deu o tom das intervenções que se seguiram ao afirmar que “só pessoas de má fé e egoístas poderão estar contra o hospital”, enquanto Mário Ricardo afirmava que “os tempos de guerra já acabaram a bem dos nossos munícipes” e que “o que nos une é mais importante do que o que nos separa. Acrescentou “colocámos de parte a lógica partidária em nome dos interesses do concelho e da região”.

 Jaime Ramos, não obstante congratular-se com o protocolo, pôs “o dedo na ferida” ao classificar como “comportamento de sectarismo intolerável” o fato de, “mesmo depois de já haver acordo”, na Assembleia Municipal 3 deputados socialistas terem votado contra  e sete abstiveram-se.

O presidente do Conselho de Administração da Fundação ADFP relembrou que Miranda do Corvo, a 25 de Abril de 1974, era um dos dois concelhos do distrito que não possuía um hospital.

Recordou que para a construção do Hospital dos Vales do Ceira e Dueça  houve mesmo o apoio de Poiares desde que a construção do hospital fosse na Estrada da Beira, mas a fundação optou por o localizar na vila de Miranda.

Jaime Ramos vincou que para o pôr a funcionar serão precisos acordos com o SNS (Serviço Nacional de Saúde):

“As convenções com o Estado podem ser uma poupança para o SNS uma vez que o Hospital poderá fazer cirurgias e tratamentos mais barato do que nos serviços públicos. “As pessoas pagarão menos impostos e, à semelhança do que acontece nos Hospitais de Oliveira do Hospital e Mealhada, menos taxas moderadores”.

A importância da Fundação ADFP para o concelho

Jaime Ramos recordou que apesar da crise, a Fundação está fazer investimentos muito grandes, como o Hotel, lar para sem-abrigos ou jovens em risco, na agricultura, agora o Hospital, que “também é importante para criar emprego”:

“Gostaria que todas as pessoas tenham a compreensão da importância desta instituição para o concelho”, concluiu, “esperando que todos nos ajudem no futuro, nas negociações com o governo, seja ele qual for, para que as pessoas de Miranda tenham os mesmos direitos que as de Oliveira e da Mealhada”.

Mostrando-se “muito satisfeito”, num dia “profundamente feliz”, Sérgio Seco desejou “do fundo do coração” que este projeto seja concretizado e apoiado:

“Este hospital é uma prioridade para o concelho”, sublinhou, considerando que “só quem não está atento às necessidades de saúde é que não concorda com o hospital”.

Sérgio Seco considerou-o “um desenvolvimento para a saúde e criação de emprego, que vai animar a atividade económica incluindo  o comércio local ” e reiterou o apoio do município, que não será apenas monetário mas também técnico e político.

“Contem comigo para ajudar a alcançar os acordos com o SNS, com este ou outro governo, a pensar sempre nas pessoas de Miranda do Corvo” afirmou Sérgio Seco, recordando que a Câmara também esteve em parceria com a Fundação ADFP no Parque Biológico e na Quinta da Paiva, em projetos premiados a nível nacional e internacional, e sublinhando que a Fundação ADFP “é uma grande instituição de enorme importância para Miranda do Corvo”.

Esta iniciativa da ADFP tem como objetivo dotar Miranda do Corvo de valências médicas e cirúrgicas, com ênfase em áreas importantes, para o bem-estar e saúde de todos os utentes que vierem utilizar estes serviços. O hospital será construído num terreno anexo ao Centro Social Comunitário, sede da Fundação, com uma área de implantação de 1 522.67 m². A área de construção é de 4 165.96 m², distribuída por três pisos, e a unidade de saúde será constituída por um bloco operatório, dividido em duas salas de cirurgia, área de urgência, sector de ambulatório, consultas externas e internamento (56 camas). Está ainda contemplada uma área para exames complementares de diagnóstico, por imagem no âmbito da tomografia axial computorizada (TAC), ecografia, radiologia geral e patologia clinica (análises clinicas).

Estão previstos 262 de lugares de estacionamento, 60 privados e 202 públicos que servirão os doentes, visitantes e funcionários. Este investimento tem uma previsão de custo superior a  5 milhões de euros.

 

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