Animação de loading

A Fundação ADFP iniciou um projeto de cooperação com a Guiné Bissau, um dos países mais pobres do Mundo.

Cooperação Miranda Bissau apoia pessoas com deficiência

Fiel ao seu espírito inovador a Fundação pretende criar um projeto que vá além do assistencialismo habitual nos processos de cooperação internacional.


Para os países habituados a dependerem das doações externas a democracia é desvalorizada quando as elites atendem mais à vontade dos doadores que á vontade dos cidadãos.

Os seus dirigentes preocupam se mais em obter apoios internacionais que em criar condições de autonomia e independência econômica aumentando a produção interna. O viver á custa da caridade externa torna-se objetivo coletivo que prejudica estes países.


Esta especialização na conquista de doações internacionais faz esquecer a prioridade na execução de projetos que aumentem a sustentabilidade e independência económica.


Pretendendo contrariar estas práticas a Fundação vai experimentar um paradigma diferente criando condições para que guineenses venham fazer formação profissional e cívica a Portugal para no regresso poderem criar iniciativas de sustentabilidade e produção local.


O objetivo é capacitar e formar líderes para que possam vir a trabalhar na inclusão e integração de pessoas com deficiência.


A Fundação com o apoio do governo guineense iniciou uma parceria com a UNDEMOV, associação nacional da Guiné de pessoas com deficiência motora ou neurológica.


Virão nesta fase 6 deficientes fazer formação profissional e cívica, estudando a experiência da ADFP, para depois regressarem à Guiné Bissau e tentar criar iniciativas sociais sustentáveis e inclusivas que deem resposta a necessidade de pessoas com deficiência.


O objetivo é transformar estas pessoas com deficiência em agentes locais de desenvolvimento que possam seguir o modelo da Fundação ADFP: Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional.


A pobreza da sociedade e as fragilidades do estado social da Guiné Bissau colocam as pessoas com deficiência em situações de extrema pobreza que só se alterarão se aprenderem a mobilizar-se para assumir um papel económico que lhes garanta rendimentos mínimos e ocupações dignas.


No sábado dia 21 chegaram 5 pessoas (falta chegar uma sexta que aguarda visto em Bissau) com deficiência que serão os pioneiros desta experiência que a ADFP pretende inovadora e de rotura com os modelos tradicionais de cooperação internacional. Esta iniciativa vem no seguimento de uma deslocação exploratória á Guiné Bissau de Jaime Ramos, fundador da ADFP, onde iniciou contactos com diversos membros do governo guineense e organizações de solidariedade social.


As graves dificuldades que as pessoas da Guiné enfrentam não podem deixar os portugueses indiferentes e obrigam-nos a assumir um papel de ajuda que esteja de acordo com o nosso passado histórico. Portugal não pode lavar as mãos e ficar na indiferença.


A Fundação ADFP não sabe se terá sucesso nesta iniciativa mas, como sempre tem feito, sente-se mobilizada para tentar. A Fundação ADFP tem como objetivo investir em pessoas com bondade para impedir o sofrimento humano. A cultura da ADFP obriga a correr riscos e fazer intervenções sociais inovadoras, de rotura com práticas tradicionais, perante públicos e problemas sociais de elevada gravidade.

Comentários