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Uma vela pela Paz no Mundo

Dia Internacional da Paz no Templo Ecuménico Universalista

Em Dia Internacional da Paz, a Fundação ADFP apoiou na organização de uma ação carregada de simbologia e numa apelo claro e sentido à tolerância pela diferença.

Um grupo de pessoas uniu-se numa ação concertada para ir colocar a primeira vela a arder no Templo. O queima velas, só por si, é uma estrutura em betão que se assemelha a duas mãos em posição de oração, e união por uma causa.

A idade, género, limitação, cultura, religião, não foram diferença, mas móbil para a aproximação num ato de humanismo e fraterno. Juntou idosos e crianças, mulheres e homens, caucasianos e africanos, cristãos e muçulmanos, com e sem deficiência, num mesmo propósito de validar um espaço de união das pessoas, e contribuir para a “iluminação” do Mundo em prol da PAZ.

A vela é símbolo de luz, um caminho da maturação e felicidade quando comemorando um dia ou etapa. Acender uma vela é um ritual universal, praticado em várias religiões, e em comemorações pagãs, que pretende ser representativo de um percurso, de purificação e elevação.

1º Templo Ecuménico e Universalista da Europa foi inaugurado a 11 de setembro

O primeiro Templo Ecuménico e Universalista da Europa situa-se no topo da colina do Parque Biológico da Serra da Lousã e com vistas para os concelhos circundantes de Lousã, Vila Nova de Poiares, Penela e Coimbra.

O edifício configura uma pirâmide de base quadrangular, integrada numa vasta área florestal, e com uma envolvente repleta de símbolos e representações das várias religiões.

A pirâmide tem a altura de 13,40 m igual à dimensão do Templo de Salomão, construído no séc. XI AC, em Jerusalém.

Na envolvência do edifício, uma espiral de sete voltas sugere numa analogia aos percursos e dificuldades que enfrentamos na vida. O Pátio dos Gentios, conceito criado pelo Papa Bento XVI em alusão ao diálogo inter-religioso aberto aos ateus e agnósticos. Próximo, um cubo, com uma bola de pedra a girar no topo, sobre água, onde se lê: "contudo ela move-se", a célebre frase atribuída a Galileu, numa referência ao positivismo científico e à abertura a um futuro absoluto, não prisioneiro de ideologias ou crenças, onde tudo e todas as possibilidades são possíveis.

Uma imagem de Buda e depois uma mesa da igualdade, circular, numa homenagem aos Siks, que incluem nos seus atos religiosos uma refeição partilhada por todos, indiferentes às classes sociais.

Foi inaugurado no passado dia 11 de setembro, na presença de vários líderes religiosos e do Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, e a Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino. A estes juntaram-se centenas de convidados e populares.

Observatório das Religiões: inauguração no final do ano

O interior, iluminado de luz natural, por vitrais circulares e um vértice em vidro, tem uma fresta que permite, que ao meio dia solar, os raios incidam no centro, numa alusão à primeira forma de sacralização, e ao endeusamento clássico, do Sol. Em redor de um espaço circular central, núcleo espiritual, há um percurso que designamos de Observatório de Religiões. Por um lado, apresentamos as diferentes "religiões" existentes no mundo, de forma informativa e imparcial, por outro, os grandes conflitos no mundo movido pela intolerância religiosa.

Esta área, ainda em construção, permitirá conhecer e interpretar religiões e factos religiosos que ao longo da história representaram marcos, nem sempre positivos, na história da humanidade.

Trivium: Parque Biológico da Serra da Lousã, Espaço da Mente e Templo Ecuménico Universalista

O Templo integra o conceito filosófico Trivium, que dá nome a um Clube UNESCO desenvolvido entre a organização e a Comissão Nacional da UNESCO, a par do Parque Biológico da Serra da Lousã e do Espaço da Mente. O Trivium é dedicado à liberdade, igualdade e fraternidade: o Parque Biológico representa o corpo e a igualdade do Homem perante todos os seres vivos; o Espaço da Mente, o desenvolvimento da mente e a liberdade de pensar e o Templo Ecuménico que representa, independentemente da fé de cada um, o espírito e a fraternidade.

Salientamos que o projeto Parque Biológico da Serra da Lousã / Templo Universalista, foi escolhido em 2014, para representar Portugal no Prémio Internacional da UNESCO “MADANJEE SINNGH” para a promoção da tolerância e não violência.


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