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Relembrou as origens contra o fundamentalismo da ASAE

O VII Capítulo da Real Confraria da Matança do Porco

Nunca é demais lembrar as origens da Real Confraria da Matança do Porco, que surgiu para lutar contra o fundamentalismo da ASAE, que na altura pretendia acabar com a matança do porco tradicional, e foi isso mesmo que o patrono Jaime Ramos salientou perante confrades e confreiras, durante o seu VII Capítulo, dia 8 de Novembro, no Parque Biológico da Serra da Lousã.

“A ASAE pretendia impedir práticas culturais em Portugal, como a da matança. Foi para enfrentar esse fundamentalismo que nasceu a Confraria, em defesa da matança como festa pagã, e que só pode ser efetuada por religiões em que se come carne de porco”, disse Jaime Ramos.

“Nós não somos radicais – sublinhou – mas sim aqueles que têm reservas sobre vários tipos de elementos”, acrescentando, no entanto, que “estas diferenças têm de ser vistas com tolerância, pois temos de ser compreensivos com os outros e tentar perceber as diferenças, como acontece agora com os refugiados sírios e sudaneses recebidos em Penela”.

Nste VII Capítulo, onde foram entronizados 3 novos confrades, Ana Fernandes, engenheira alimentar, Judite de Carvalho, técnica de serviço social e Madalena Ramos, engenheira, a Real Confraria da Matança do Porco homenageou a título póstumo do médico e confrade Jaime Ilharco, oferecendo um quadro à viuva, Alice Ilharco.

A cumprir o ritual, o vice-patrono César Fernandes, com uma faca da Matança, entronizou os novos confrades, enquanto o Magarefe da Assembleia da Matança, Quirino S.Miguel colocava as medalhas.

Confrades e Confreiras fizeram uma visita guiada por Jaime Ramos ao Espaço da Mente.

Antes do juramento dos novos confrades, todos os convidados puderam mais uma vez assistir à recriação da tradicional Matança do Porco pelo Rancho Etnográfico das Tecedeiras dos Moinhos, com a matança, o tratamento até à desmancha, a queima com carqueija e, no final, a prova da orelha grelhada e do sangue cozido.

Jaime Ramos relembrou também a ideia mitológica do Trivium, constituído pelo Parque Biológico, Espaço da Mente e Templo Ecuménico Universalista, em construção, que pretende homenagear não só as religiões monoteístas, mas todas as outras, abrindo espaço a ateus e agnósticos.

Como é hábito e antes da missa na Igreja Matriz, a recepção aos convidados, com o desjejum, e no final o “Jantar da Matança”, no novo Hotel Parque Serra da Lousã.


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