Animação de loading

Governo Guineense assinou protocolo de colaboração com a instituição

Ministro da Guiné-Bissau visitou Fundação ADFP em Miranda do Corvo

Tomane Baldé, Ministro da Função Pública, Trabalho e Segurança Social da Guiné-Bissau, acompanhado por Jaime José Nhate, seu Chefe de Gabinete, veio visitar a Fundação ADFP de Miranda do Corvo, dia 14 de Novembro, tendo assinado um protocolo de colaboração com a instituição mirandense no Centro Social Comunitário. No Sábado dia 12 o Ministro chegou a Miranda tendo ficado alojado no Hotel Parque e aproveitado o fim-de-semana para conhecer a região incluindo a aldeia do Gondramaz.

O protocolo de colaboração assinado pelo Ministério da Função Pública, Trabalho e Segurança Social da Guiné-Bissau e a Fundação ADFP, alarga o âmbito de ação das partes, que se traduzira já na vinda de 5 deficientes motores guineenses para Miranda, durante dois anos, para treino e formação profissional e que prosseguem o estágio.

O protocolo com as assinaturas do ministro guineense Tomane Baldé, do vice-presidente da Fundação, Quirino S. Miguel e do presidente do Conselho de Administração, Jaime Ramos, contempla 6 pontos:

Deslocação a Portugal de pessoas com deficiência para efeitos de formação de dupla certificação em percursos de 3.600 horas, no âmbito da medida 3.01 do POISE e prática em contexto de trabalho/estágio e treino/reciclagem profissional e tratamentos médico-cirúrgicos.

O segundo ponto incide sobre o estudo e implementação de negócios sociais e unidades de produção, visando criar postos de trabalho para pessoas com deficiência, doença mental ou em situação de pobreza na Guiné-Bissau, contribuindo para a independência económica do país. Já o terceiro, diz respeito à promoção de cursos na Guiné-Bissau, indispensáveis ao desenvolvimento socioeconómico do povo guineense. No quarto ponto trata-se da promoção de iniciativas para a promoção da Igualdade de Género e de Oportunidades em Portugal e na Guiné-Bissau. O quinto ponto versa a divulgação de boas práticas de defesa dos direitos individuais, numa lógica de promoção de deveres de cidadania e fraternidade em Portugal e na Guiné Bissau, e o sexto e último ponto aborda a distribuição na Guiné de produtos de vestuário, ajudas técnicas, bens alimentares ou livros para pessoas com deficiência ou em situação de pobreza.

Para a prossecução destes objetivos e concretização da cooperação enunciada neste protocolo, as partes comprometem-se a unir esforços no sentido de encontrar as vias de financiamento e enquadramento necessárias, nomeadamente no que respeita às negociações em curso com o Governo Português.

Na assinatura do protocolo, o ministro guineense Tomane Baldé, agradeceu à Fundação “tudo o que fizeram pelos nossos conterrâneos, numa ação humanista, e com a vossa experiência vamos tentar ampliar a nossa colaboração”, acrescentando que o seu governo “vai convidar uma delegação da Fundação a visitar a Guiné-Bissau” e agradecendo “o esforço do Dr. Jaime Ramos por tudo o que se fez, confirmando-se os seus objetivos, e que vai servir de exemplo”.

Quirino São Miguel, vice-presidente da Fundação, agradeceu a colaboração da Guiné Bissau, salientando que os 5 guineenses, 4 homens e 1 mulher, “são muito boas pessoas, e que o futuro passa pela colaboração mútua”.

Tendo como cicerone, Rui Ramos, do Conselho de Administração, a delegação guineense, sempre acompanhada pelos cinco conterrâneos em formação na Fundação, visitou as valências da sede e na vila, o infantário, a Residência Cruz Branca, tendo também visitado a nova Adega e depois o Espaço da Mente.

Já no Hotel Parque Serra da Lousã, a delegação guineense reuniu com os cinco conterrâneos a viver em Miranda:

“Falaram da sua presença aqui, sentindo-se muito bem integrados, embora com dificuldades em comunicarem com os familiares, mas também do seu futuro quando regressarem à Guiné, onde poderão fazer a diferença em relação aos deficientes, de modo a inverter a atual situação”, declarou o Ministro Tomane Baldé.

Seguiu-se um beberete no Hotel, onde todos puderam conviver e celebrar o protocolo assinado pelas duas entidades.

O Ministro é muçulmano e o seu chefe de gabinete é cristão, pelo que sentem bem a necessidade de incentivar o diálogo inter-religioso é uma cultura ecuménica que está na base do Templo Universalista que a Fundação inaugurou recentemente.

Comentários