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Espaço da Mente acolhe Tertúlia sobre “Traços do Ecumenismo em Miranda do Corvo”

Templo Ecuménico Universalista na agenda internacional

Decorreu no Restaurante Museu da Chanfana uma Tertúlia sob o tema “Traços do Ecumenismo em Miranda do Corvo: dos vestígios do passado à atualidade do Templo Ecuménico Universalista”, liderada por Sónia Filipe, arqueóloga da Reitoria da Universidade de Coimbra e responsável do Clube UNESCO de Aveiro.



No decurso de um jantar, e na presença de cerca de duas dezenas de pessoas, Sónia Filipe deu início com uma retrospetiva sob o património arqueológico local desde a pré-história. Demonstrou, que desde cedo, existem evidências de sagrado com práticas e construções religiosas, uma multiculturalidade não raras vezes com a coexistência pacífica entre cristão e muçulmano.



Desde a mamoa da serra de Vila Nova até ao Mosteiro de Santa Maria de Semide, e com especial referência ao sítio arqueológico da Eira Velha - construção estratégicamente localizado na rede viária romana e importante local pela circulação de pessoas, bens e ideias – e o Alto do Calvário, nomeadamente pela descoberta de uma necrópole medieval com sepulturas que, pelas suas características, parecem demonstrar uma expressão multireligiosa e uma noção de espaço de sagrado comum, na alta idade média em Miranda do Corvo.



A Fundação ADFP iniciou em 2015 a construção do primeiro Templo Ecuménico da Europa, localizado em Miranda do Corvo. Curiosamente, já em 2016, o Papa Francisco defendeu o diálogo interreliogioso como sendo importante para a promoção da Paz. Mais recentemente, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, depois da tomada de posse, participa numa cerimónia ecuménica, com o objetivo de chamar a atenção para a necessidade de entendimento entre religiões e culturas, numa época em que o terrorismo é um dos temas centrais ao nível internacional.



Na tertúlia foi evidente que a multiculturalidade/multireligiosidade que vem desde a idade média, deve ser defendida e promovida em escala mundo. O templo é uma referência de intervenção, um exemplo a seguir pelas pessoas, entidades e nações, e que terá repercussão sem fronteiras físicas ou ideológicas. Um contributo para o desenvolvimento sustentável, que colocará Miranda do Corvo no mapa da promoção dos valores humanos e civilizacionais promovendo o diálogo entre religiões e culturas, como forma de cultivar a paz.



Sobre o Espaço da Mente e o TRIVIUM:

Em 2015, a Fundação ADFP inaugurou o Espaço da Mente, um ecomuseu etnográfico que homenageia a necessidade de liberdade do Homem, que, enquanto espécie, difere das outras pela capacidade de materializar o pensamento. A liberdade permitiu ao Homem evoluir e capacitar-se de ferramentas que permitiram a sua adaptação ao meio. A primeira evocada é a liberdade de amar e a última, de alma. Neste percurso apresentam-se as liberdades mais comuns: liberdade política, de pensamento, de imprensa, de religião, entre outras.



Criou o conceito filosófico Trivium, e que dá nome a um Clube UNESCO desenvolvido entre a organização e a Comissão Nacional da UNESCO, e que integra o Parque Biológico da Serra da Lousã, o Espaço da Mente e o futuro Templo Ecuménico Universalista. O Trivium é dedicado à liberdade, igualdade e fraternidade: o Parque Biológico representa o corpo e a igualdade do Homem perante todos os seres vivos; o Espaço da Mente, o desenvolvimento da mente e a liberdade de pensar; o Templo Ecuménico representa o espírito e a fraternidade, independentemente da fé de cada um.



A construção de um Templo ecuménico universalista constitui a demonstração desta atitude da ADFP na promoção de uma sociedade mais humanista assente nos valores que transformaram a Europa num melhor local para se viver. Salientamos que o projeto Parque Biológico da Serra da Lousã / Templo Universalista, foi escolhido em 2014, para representar Portugal no Prémio Internacional da UNESCO MADANJEE SINNGH para a promoção da tolerância e não violência.

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