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Contos exemplares para netos maiores apresentado no Cinema de Miranda do Corvo

Jaime Ramos lançou o seu segundo livro “Deus Natureza”

O cinema de Miranda do Corvo encheu para assistir ao lançamento do segundo livro de Jaime Ramos, apresentado por Diogo Ferrer e Paulo Mendes Pinto, “Deus Natureza”.
Os presentes foram saudados pelo presidente da Câmara Municipal, Miguel Baptista, que classificou o autor de ilustre mirandense e salientou que “este seu livro não é o primeiro nem será o último”.
Diogo Ferrer, professor de filosofia na Universidade de Coimbra, definiu o livro como resultado de “pensar globalmente e agir localmente”:
“Para Jaime Ramos a energia humana que o realiza não é só o ter, mas o ser e o agir e isso faz o livro exemplar nesses aspeto”.
“Um olhar-se ao espelho porque este mostra não a própria figura, mas na sua obra mostra o autor e a importância que dá à família. A forma é um diálogo a si mesmo, tu fizeste, tu respondeste. O espelho mostra muito mais o tu do que o eu, figura central numa ética de tolerância que é necessário reencontrar-se no seu outro”, acrescentou.
Diogo Ferrer salienta que para Jaime Ramos “a liberdade não é apenas faço o que penso, começa onde termina o outro, a liberdade só se realiza no outro”.
“Quanto à sua visão política ora bate de um lado ora bate do outro. Critica os partidos que se auto marginalizam da governação e condena veemente à exploração e concentração de riqueza nuns poucos”, continua Diogo Ferrer.
“A palavra final do livro é paz, está em consonância com o futuro Templo Ecuménico e Universalista, onde não se procuram mistérios ou enigmas, mas sim diálogo e compreensão e por isso tem um brilho especial. O livro fala-nos de contos exemplares para netos maiores, exemplo de vida do avô perante os netos. Revelam o poder olhar para trás e gostar daquilo que fizemos”, concluiu.
Paulo Mendes Pinto, professor na Universidade Lusófona de Lisboa de ciência das Religiões, diria depois que o “livro 'Deus Natureza' de Contos Exemplares é um exemplo de vida e de uma vida do homem inteiro com a Natureza, o avô perante os netos. O poder olhar para trás e gostar daquilo que se fez, poder olhar para trás tão serenamente para um percurso de vida, resultando num projeto de vida. Em todas as nossas ações há a necessidade de uma tomada de consciência. O que fala este livro é através da dimensão relacional, a tensão entre o só e o acompanhado. O homem inteiro que com a Natureza, a vai modelando. O livro salienta a Ecologia espiritual, a fraternidade com a natureza que deve deixar de ser dever e passar a ser natural”.
“A nossa cultura está muito marcada pela mitologia em que trabalho é algo a que não apetece fazer, mas Deus criou o Mundo e o homem tem que o manter”, afirmou.
Por fim, Jaime Ramos agradeceu todos os presentes, a Miguel Baptista “por aceitar estar presente, o que muito me honra”, a Diogo Ferrer, filho de Joaquim Ferrer, que teve que se exilar no Brasil, a Paulo Mendes Pinto, que veio de Lisboa com a filha, no seguimento dos diálogos inter-religiosos em que estivemos, criámos alguma proximidade, a Francisco Pedro, autor da fotografia de capa e ao José Ribeiro, que me ajudou na correção gramatical. Por último agradeceu a Barbosa de Melo e António Arnaut, autores do prefácio e posfácio”.
Jaime Ramos disse que sobre o1º livro, “Não basta mudar as moscas”, “comecei a escrevê-lo no dia em que nasceu a Inês, e Onde defendi uma mudança de regime. É um livro muito prático, não de teoria política ”.
“Deus Natureza” “é um livro que desafio a lerem, pensar e a discordarem. O que é importante é que os leitores possam refletir, se encontrem a si próprios e que discordem do conteúdo sem medos ", acrescentou.
Após citar o Papa Bento XVI, que convidou os não crentes e agnósticos, para o Pátio dos Gentios, lugar de encontro e diálogo, que estará também representado no Templo Ecuménico e Universalista, o autor revelou ter feito em jovem uma “defesa do panteísmo, um Deus Natureza que nos levanta várias dúvidas”.
Finalmente salientou que ao escrever o livro, pensou nos netos, e nas gerações futuras, que daqui a 30 ou 40 anos o possam ler e também pensarem no que hoje sentimos ".
“Deus Natureza” será apresentado no dia 17 em Coimbra, às 18h00 na Casa Municipal da Cultura, com a presença de Barbosa de Melo e António Arnaut, prefaciadores, e de Pedro Pita, professor de filosofia.

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