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Parque Biológico da Serra da Lousã recebe um corvo irrecuperável para a vida selvagem

Novo habitante chegou a Miranda do Corvo através do Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto e permitirá aos visitantes conhecer melhor as diferenças entre corvos e gralhas-pretas.

16 October 2026 | Visitas, Ambiente

O Parque Biológico da Serra da Lousã, em Miranda do Corvo, recebeu um novo habitante: um corvo encaminhado pelo Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto, considerado irrecuperável para a vida selvagem.

Por não reunir condições para regressar à Natureza, este animal ficará sob os cuidados da equipa do Parque Biológico, onde terá acompanhamento e condições adequadas às suas necessidades.

Segundo a Bióloga do Parque, Margarida Soares, «o acolhimento deste corvo permite-nos garantir o bem-estar de um animal que já não pode regressar à Natureza, dando-lhe uma nova oportunidade de vida num ambiente preparado para o receber. É também uma oportunidade para sensibilizar os visitantes para a importância da proteção da fauna selvagem e para o papel dos centros de recuperação e dos parques de acolhimento».

A chegada deste novo habitante representa igualmente uma oportunidade educativa para os visitantes. O Parque Biológico já acolhia uma gralha-preta, que habita agora nas proximidades do corvo, permitindo observar de perto as duas espécies e conhecer as suas diferenças.

Embora sejam frequentemente confundidos, os corvos e as gralhas-pretas apresentam características distintas, nomeadamente ao nível do tamanho, da forma do bico e de alguns aspetos da sua aparência e comportamento. A presença das duas aves no Parque proporciona, assim, uma experiência de observação e aprendizagem sobre a diversidade da fauna selvagem.

O acolhimento de animais que não podem regressar ao seu habitat natural integra a vertente de sensibilização ambiental do Parque Biológico da Serra da Lousã, que procura aproximar os visitantes da natureza e promover o conhecimento e o respeito pela biodiversidade.

Em Miranda do Corvo, o Parque continua a afirmar-se como um espaço de educação ambiental, conservação e contacto com o mundo natural, onde cada animal contribui para despertar a curiosidade e reforçar a importância da proteção da vida selvagem.

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