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Visitante 100 mil no Parque Biológico da Serra da Lousã. 237 mil clientes nos quatro anos do Parque Lazer da Quinta da Paiva

Marco histórico no turismo de Miranda do Corvo

Quatro anos após a sua abertura ao público, o Parque Biológico da Serra da Lousã, em Miranda do Corvo, alcançou um marco histórico, ao receber o seu visitante 100 mil ( Cristela Romão , de Leiria,  que visitou o Parque acompanhada pelos pais e três filhos ) domingo, 28 de Julho.
Este número de cem mil visitantes integra o numero total de 237 mil clientes do parque da lazer da Quinta da Paiva, em Miranda do Corvo, pertencendo os restantes a 72 mil veraneantes utilizadores das piscinas ao ar livre e 65 mil refeições servidas no restaurante Museu da Chanfana, nos últimos quatro anos.
O Parque Biológico ofereceu um passeio de charrete por Miranda do Corvo, livre trânsito por três meses, um  diploma de visitante cem mil e um bolo comemorativo desta data que ficará para os anais deste parque temático muito diferente dos outros, único no país e no mundo.
No Parque Biológico da Serra da Lousã o visitante pode ver a maior e melhor mostra da Vida Selvagem de Portugal, um Labirinto de Árvores de Fruto, único no mundo, o Museu da Tanoaria, o Ecomuseu, com mostra de diverso equipamento de engenharia hidráulica e eólica, o Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais, onde pessoas com handicaps produzem artesanato variado: sapataria, olaria de barro vermelho com roda , vidro de fusão, cestaria, mobiliário de vime, empalhamento de vasilhame, tapeçaria tradicional de teares manuais.
Integra ainda um Centro Hípico, pioneiro em hipoterapia e equitação adaptada. Recordamos que a primeira vez que Portugal conseguiu estar presente nos paralímpicos de equitação, foi em Atenas, através de uma equipa deste Centro Hípico da Fundação ADFP.
O Parque inclui ainda a Quinta Pedagógica, o Jardim de Ervas Aromáticas, uma Central de Compostagem, uma Horta Biológica, um Roseiral. Nesta quinta pedagógica o visitante pode observar uma interessante mostra de animais das raças tradicionais da agro pastorícia portuguesa.
O labirinto, vivo, único no mundo, é formado por corrimões das diversas espécies de árvores de fruta onde “aventureiros” de todas as idades descobrem a saída, conhecendo de perto as frutíferas. È um labirinto, sempre diferente, que vai mudando ao longo das quatro estações do ano, de acordo com o ciclo natural das plantas.
No final da visita os visitantes poderão visitar a loja do parque e adquirir artesanato (na sua maioria produzido por pessoas com deficiência ou doença a mental)e produtos regionais, desde os licores, a vinhos e ao mel da serra da Lousã.
O Restaurante Museu da Chanfana é um templo da cozinha regional, onde pratos de carne de caça, porco e cabra, com história gastronómica de séculos, coexistem com cozinha contemporânea.  O doce principal é a “nabada”, uma especialidade conventual do mosteiro das Monjas de Semide, á base de nabo, cuja confecção esteve extinta e que o Museu da Chanfana recuperou. Este restaurante está incluído no guia “boa cama boa mesa” do jornal Expresso.
O parque de lazer da Quinta da Paiva, propriedade gerida pela Câmara Municipal possui duas piscinas ao ar livre com balneários, bar de apoio, circuito de manutenção,  campo polivalente de areia, minicampo sintético, parque infantil e um parque de merendas.  A admissão nas piscinas, geridas pela  autarquia, é paga contando com uma media de 18 mil bilhetes por época balnear.
A Quinta da Paiva  é o  maior polo de atracão turística de Miranda do Corvo, merecendo também relevo o Santuário do Divino Senhor da Serra, a Igreja do Mosteiro de Semide, a aldeia serrana de xisto do Gondramaz,  a zona histórica da vila com a Igreja paroquial que possui como joia principal o Sacrário, com uma imagem religiosa muito rara, onde Deus tem nos braços Cristo.
O Parque Biológico é um projeto de turismo social e ambiental, único no país, que aposta na biofilia, na proteção da natureza e na inclusão de pessoas excluídas do mercado normal de trabalho.  A Fundação ADFP , no Parque Biológico e em atividades agrícolas conexas, ocupa cerca de 70 colaboradores na sua quase totalidade pessoas com deficiência, doença mental e desempregados de longa duração.
O projeto para a Quinta da Paiva/Parque Biológico recebeu em 2007 o 1º Prémio Nacional na categoria de Investimento Humano do European Enterprise Awards e desde a sua abertura tem sido alvo de vários reconhecimentos e prémios nacionais.
Salientamos o 1º Premio Damião de Góis 2012, de Empreendedorismo Social atribuído pela Embaixada do Reino dos Países Baixos e Instituto Português de Corporate Governance e em 2013 o 1º Prémio Nacional Hospital do Futuro, ao Projeto Parque Biológico da Serra da Lousã, na categoria Serviço Social.
O Parque Biológico é um projeto em permanente melhoria e crescimento. Graças a um prémio de 75 mil euros atribuído pela EDP Solidária em 2012, esta a concluir a construção de  um Fumeiro e Queijaria regional na lógica de integração de pessoas portadoras de deficiência e doença mental.
Em fase de construção está o Museu Observatório da Serra da Lousã, com um centro interpretativo pluridisciplinar, com biologia, geologia, antropologia, história e astronomia. Pretende ser um espaço museológico com peças recolhidas entre a população ao longo dos últimos 11 anos e um mini auditório com planetário, onde a cultura museológica estará fundida em preocupações sociais e de humanismo evolucionista . Abrirá ao publico em 2014.
No que respeita á área animal o Parque Biológico esta a instalar um reptilário que devera ser visitável no próximo ano.
O Hotel do Parque, de quatro estrelas, em construção, com quarenta quartos, abrirá no final de 2014.
Recentemente a fundação anunciou a construção do primeiro templo ecuménico, universalista, de Portugal, vocacionado para o dialogo inter religioso e promoção da tolerância e da paz entre todas as culturas e civilizações.
O Parque Biológico da Serra da Lousã é propriedade da Fundação ADFP.
A Fundação ADFP, Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional, é uma das fundações nacionais, não religiosas, com maior intervenção social.
Na sede da Fundação, o centro social comunitário, “nascem” crianças filhas de mulheres grávidas vítimas de violência ou em estado de pobreza, vivem jovens com necessidades especiais, pessoas com deficiência ou doença mental, idosos e muito idosos e prestam-se cuidados paliativos a pessoas em fase final de vida, o que constitui um exemplo de integração e convívio intergerações.
Sendo uma ipss laica, tem como lema “investimos em pessoas” e defende valores civilizacionais bem evidentes na designação das suas estruturas residenciais, onde vivem cerca de 400 pessoas de todas as idades e problemática social: residências Cristo Redentor, Cruz Branca, Coragem, Esperança, Fraternidade, Gratidão, Igualdade, Respeito, Sabedoria, Tolerância e Ternura.
È a IPSS nacional que mais investe na inclusão  laboral empregando pessoas de minorias étnicas e tendo pessoas com deficiências graves, licenciadas,  a liderar vários serviços incluindo as áreas de gestão, contabilidade, serviços de pessoal, serviços administrativos e secretariados clínicos e de valências.
Os seus maiores projetos para futuro são a construção do Hospital dos Vales do cheira e Dueça, em parceria com a Câmara  municipal de Miranda do Corvo, e o Centro Residencial Polivalente do Ingote, na cidade de Coimbra , com o apoio do Estado e Município..

 

 

 

 

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