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Jaime Ramos esteve no Salão de Festas para se inteirar da ação sobre igualdade de género

Unidade Móvel do Roteiro para a Cidadania em Miranda do Corvo

O Presidente do Conselho de Administração da Fundação ADFP, Jaime Ramos passou pelo Salão de Festas para se inteirar da ação sobre Igualdade de Género, um dos temas que a Secretaria de Estado da Igualdade propõe em colaboração com a ANIMAR (Associação de Desenvolvimento Local), neste projecto “PARAR PENSAR AGIR”, que foi dinamizado pela instituição mirandense e pelo Agrupamento de Escolas do concelho. Jaime Ramos também visitou a carrinha do Roteiro para a Cidadania, que já visitou mais de 165 concelhos e 200 locais envolvidos com o projeto.


Na ação sobre Igualdade de Género, que durou hora e meia, as duas técnicas, Sandra Silvestre e Raquel Gonçalves explicaram aos alunos da Escola Básica 2.3 com Secundário José Falcão, que vieram com os seus professores e aos da Formação Profissional da Fundação ADFP, acompanhados por técnicas da instituição, para que servia o projecto. E rapidamente divididos em pequenos grupos mistos, num total de 70 alunos, que discutiram sobre “Ser homem é”, por um lado, e “Ser uma Senhora” por outro lado.


Sandra Silvestre enunciou que as pessoas “sejam mais ativas com o poder que têm enquanto Raquel Gonçalves chamava a atenção para a realidade de que ”em Portugal as mulheres trabalham hora e meia mais que os homens por dia e recebem menos 18%”. E se muitos dos presentes já intuíam ou sabiam disso, poucos foram os que recuaram mais atrás “para o facto de só com o 25 de abril as mulheres puderam votar livremente em Portugal e sem quaisquer condicionalismos, com os mesmos direitos do homem”.


Depois da discussão entre grupos mistos, cada porta-voz indicava as definições propostas anteriormente e fazia-se depois a súmula.


Ouviram-se em relação ao que é ser homem, por ex., “que é preguiçoso, não respeita as mulheres, pouco ajudam nas tarefas domésticas, deviam ter atenção à educação dos filhos, são agressivos, devia dar o ordenado à mulher, oferecer à mulher tudo o que ela pede, tentar obedecer à mulher, não ser violento física e psicologicamente com a mulher, respeitá-la, divertirem-se e terem direito a tomar decisões”.


Já em relação a ser senhora, “deve comportar-se mais sentimentalmente, ser vaidosa, ponderada e conciliadora, ir às compras, arrumar a casa, fazer o jantar, ter dinheiro sem trabalho, ajudar os filhos na escola, ter liberdade de expressão, ser paciente, terem mais consciência, ser rabugenta, ser humilde e trabalhadora, fiel e honesta, e ter beleza interior”.


Para o debate que se iria seguir restou muito pouco tempo, mas mesmo assim ficou-se com sensação de que embora haja mais igualdade de género hoje, do que ontem, há ainda uma linha forte a impedir que as mulheres assumam os seus direitos e deveres na família e sociedade.


No final da acção, os participantes foram à carrinha recolher brindes, panfletos, flyers, canetas e t-shirt's.

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