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Fundação ADFP desiste face ao silêncio de quatro meses da autarquia

Bar da piscina da Quinta da Paiva continua fechado

A Fundação ADFP informou o Presidente da Câmara Municipal, Miguel Baptista, ter desistido da proposta efetuada em junho para aluguer do bar da piscina da Quinta da Paiva, por nunca lhe ter sido dada uma resposta.

A ADFP considera que quatro meses depois de ter recebido a proposta a Camara tinha a obrigação de, no mínimo, ter dado uma resposta mesmo que negativa.

A acompanhar o ofício datado de 17.10.2016, a Fundação anexou um outro, enviado a 14.06.2016 no seguimento de uma reunião entre Miguel Baptista e o até há pouco gerente do bar, Aires Mendes Alves, pelo qual se informa a disponibilidade da ADFP para assegurar a gestão do bar da piscina:

“Assumimos o pagamento da dívida do Sr. Aires Mendes Alves até ao montante de 8 mil euros. Solicitamos que a Câmara, dada a degradação das instalações e equipamentos, nos conceda a prorrogação do contrato de gestão por mais cinco anos... para podermos recuperar o investimento”.

A Câmara nunca deu qualquer resposta a proposta da Fundação nem ao anterior gerente Aires Mendes Alves, que em várias ocasiões tentou contactar e reunir com os autarcas socialistas.

O comportamento da Câmara é inaceitável e incompreensível porque impediu que o bar das piscinas funcionasse durante o verão, criando alguns postos de trabalho. A presidência da Camara preferiu ter o bar fechado durante todo o verão prejudicando a imagem do concelho perante os muitos milhares de utilizadores das piscinas, potenciais clientes.

Perante as dificuldades económicas da anterior gestão do bar das piscinas, com uma divida significativa, a câmara preferiu não receber mais de 8 mil euros nem a renda mensal.

Esta posição da camara de nem sequer responder a Fundação, não receber a divida nem querer o dinheiro da renda, parece revelar gestão danosa ou no mínimo negligente.

O facto de a Câmara não dar uma resposta, positiva ou negativa, a ADFP revela a prática habitual de criar dificuldades á Fundação, como tem sido evidente no Templo Ecuménico e na construção do Hospital. O Presidente da Câmara opta por atrasar todas as iniciativas da Fundação, a organização que mais investe no concelho e mais postos de trabalho cria, sem que alguém perceba a razão ou justificação.

A Câmara podia não querer que fosse a Fundação a gerir o bar das piscinas mas deveria, para satisfação das necessidades dos clientes da piscina da Quinta da Paiva, ter alugado a outra entidade. Com a sua atuação a Câmara prejudicou o concelho e desperdiçou receita causando um prejuízo direto de dezenas de milhares de euros á tesouraria da autarquia.

O bar e as piscinas ficam próximo do Hotel Parque ****, do Parque Biológico da Serra da Lousã e do restaurante Museu da Chanfana, investimentos da Fundação que promovem o turismo do concelho. Investimentos que a Câmara não promove nem aceita que sejam publicitados criando dificuldades à Fundação na sua promoção como aconteceu com a parceria com o Clube Atlético Mirandense. A Câmara impediu que as camisolas da equipa de futebol sénior divulgassem o Hotel e o Parque Biológico.


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