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Águas do Centro Litoral explicaram o processo de colheita e análise

Acção de divulgação no Dia Mundial da Água no cinema

A directora de Comunicação e Educação Ambiental das Águas do Centro Litoral, Drª Lisete Oliveira, acompanhada por vários técnicos, explicou o processo de colheita, análise e tratamento da água que chega às nossas torneiras, dia 22 de Março, no cinema da vila.

Na abertura desta acção de divulgação, o Eng.Rui Ramos, membro do Conselho de Administração da Fundação ADFP, agradeceu o trabalho oferecido pelas Águas do Centro Litoral à instituição, bem como o apoio na instalação dos furos:
“Esta é uma parceria de responsabilidade social com a Fundação ADFP. Agradeço todo o vosso apoio esperando que a parceria seja boa para ambas as partes. Vamos tentar colaborar sempre com as Águas do Centro Litoral, esperando que elas colaborem sempre connosco, e que daqui saia uma pequena sensibilização e informação para os recursos naturais e fundamentalmente para a água, que é um bem tão precioso que temos na natureza”.

Este ano, a ONU definiu o tema das Profissões da Água, e foi disso essencilamente que se tratou nesta acção de sensibilização, que encheu a plateia do cinema.

Lisete Oliveira e os seus colegas analistas e operacionais, falaram sobre a água (H2O), os cuidados a ter em casa, pequenos gestos como lavar os dentes ou tomar banho, que são muito importantes para a preservação do planeta azul, a terra, assim chamada por estar maioritariamente coberto de água.

Os membros desta equipa explicaram tudo o que se passa com a água até ela atingir as nossas torneiras: antigamente os nossos antepassados iam ao rio buscar água com um balde, mas à medida que a população ia crescendo foram riadoptados vários procedimentos e equipamentos até aos dias de hoje.

“Hoje em dia a água vem do rio, através da captação que se faz por condutas. Em Miranda do Corvo bebemos a água que vem do rio Mondego, que tem de ser tratada e para isso temos uma ETA (Estação de Tratamento de Água) que a trata em quantidade e qualidade”, sublinhou Lisete Oliveira.

Eduardo, um operador de ETA, revelou o seu trabalho:
“Quando chego à estação, vou para uma central onde temos um computador com os sítios todos onde captamos a água até ela chegar a vossa casa, e consigo detectar se há problemas de captação. Depois vou fazer os registos, que caudal, consumos de energia, o ph e visualizar caso haja algo incorrecto para informar o meu superior para depois corrigirmos”.

“Podemos confiar na água que bebemos? Sim, é a melhor água, fazemos as análises todas necessárias para que chegue em condições nas torneiras”, concluiu.

Sandra Mendes, do laboratório, mede o cloro que se usa, por ex. nas piscinas, e mostrou o equipamento do cloro, que ajuda a manter a qualidade da água ao longo dos muitos quilómetors entre Coimbra e Miranda:
“Às vezes abre-se a torneira e cheira a piscina, portanto a água é boa”, disse.

“ Fazemos um ensaio com um equipamento pequenino, fazemos colheitas nos reservatórios onde a água fica até chegar a vossas casas, em Miranda não há esses reservatórios, vamos buscar análises depois das colheitas, para medirmos o ph”, revela Sandra Mendes.

E para quem não sabe o que é o ph, explica:
“O ph é a quantidade de ião H + , presente na água, parametro importante se o ph for muito elevado não é agradável se for baixo pode provocar corrosão nas condutas. Nas garrafas de água de plástico há sempre o indicador do ph, esse ph faz variar o sabor da água que recebemos em casa, enquanto analisamos as águas residuais à entrada e depois à saída para o rio”.

Depois da água potável abordou- se a questão das águas residuais ou esgotos.

Umoperador revelou que na ETAR ( estação de tratamento de águas residuais) aparecem cabelos, cotonetes, toalhetes, garrafas de plástico, peças de roupa inteiras, telemóveis, cartões, caixas de comprimidos, etc, tudo o que possam imaginar e isso é lixo que tem de se retirar e vai para tratamento em empresas certificadas e não para o aterro do lixo, antes de voltar para o rio”.

A água dos esgotos só vai chegar ao rio depois de devidamente tratada na ETAR, um trabalho fundamental para impedir a poluição dos rios.

Lisete Oliveira revelou que “nas Águas do Centro Litoral trabalham 325 pessoas, em conjunto com as Águas de Portugal a que pertencemos e agora foi a vez de mostrar os profissonais da água, pois ao abrirmos as torneiras não imaginamos o mundo que há atrás, e por isso a nossa divisa é: o melhor do nosso trabalho não se vê, vive-se”.

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