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Mesa redonda KEYSTONE no Hotel Parque Serra da Lousã em Miranda do Corvo

Fundação ADFP organizou a mesa redonda de finalização do projeto KEYSTONE

07 Fevereiro 2020 | Social, Eventos

O Arcola Research foi o coordenador do projeto e tem como parceiros a Universidade de Rioja (Espanha), Brogorette (Itália), M21 (Grécia) e o CEPCE (Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa) da Universidade Católica. A mesa redonda realizou-se dia 28, na sala de conferências do Hotel Parque Serra da Lousã, com a presença de Jaime Ramos, presidente do Conselho de Administração da Fundação ADFP, e de técnicos da instituição mirandense, de instituições vizinhas, serviços locais de segurança social e da área de ação social da Câmara Municipal de Miranda do Corvo.

Joe Cullen, com os outros parceiros do KEYSTONE, revelou os resultados do seu programa de Suporte Colaborativo, que propõe uma metodologia para alcançar jovens particularmente difíceis de incluir, criando oportunidades para que adquiram competências e para desenvolverem atividades alternativas que partam das suas experiências e interesses, nos quatro países envolvidos.

No fundo, um projeto para ajudar gente jovem a tornar-se inovadores sociais, financiado pelo Erasmus + da Comissão Europeia, e que durou 2 anos. O KEYSTONE teve dois programas. O Hero, para jovens que estiveram na prisão, estão ou provavelmente estarão, e o Share My City, destinado a jovens com comportamentos antissociais, consumidores de drogas e bebidas alcoólicas, e a desenvolver estratégias para a mudança, através de estratégias e abordagens diferenciadas como drama, filmes ou concertos, etc.

Cila Ganguli, da espanhola UNIR, falou da KEYTOOL, uma plataforma para jovens em várias línguas para aprenderam o básico da internet, desde o login da Google a outras competências.

Já Miccaela Luppi, da Borgorette, em Perugia (Itália), falou do projecto de inclusão social para jovens entre os 14 e 20 anos, socialmente desajustados, marginalizados, e que se sentem não ouvidos e sem voz, criando métodos para os ajudarem a resolver os seus problemas.

 Maria Ana Carneiro do CEPCE da Universidade Católica, desenvolveu o KEYSTONE Lisbon Lab, no Agrupamento de Escolas Francisco Arruda, numa localidade com a 2ª maior taxa de desistência escolar, para jovens entre os 14 e os 30 anos, com grande diversidade de culturas, etnias e religiões. Verificou-se que houve momentos de diversão para que os mais velhos se sentissem atraídos a participar no projeto. Eles visitaram a Mãe d’Água, passearam em Algés e foram a um jogo de futebol do Benfica. Dessas experiências cada um dos jovens fez a respetiva apresentação de 3 minutos, num vídeo que também realizaram, dando-se assim importância ao processo e não aos resultados.

Finalmente, Greg Halloway do “KEYSTONE”, devolveu os seus processos e resultados. Trabalhou nos ghettos de South London, com 9 jovens em Brixton, pertencentes a gangues, num contexto muito difícil, e também em Stockwell, com jovens entre os 15 e os 19 anos, onde percebeu que para motivar os jovens a participar, o projeto teria de ser divertido. Desta forma, e através de atividades que vão de encontro aos gostos dos jovens, foi possível leva-los a interrogarem-se sobre quem eram, qual o seu contexto e o que podiam fazer para mudar.

Greg No final das intervenções seguiu-se um debate sobre a eventual aplicação da metodologia do projeto noutras organizações e abrangendo outro tipo de público-alvo.

A jornada terminou com um almoço de confraternização no Museu da Chanfana, a convite de Joe Cullen, que coordenou o projeto “KEYSTONE”.

Joe Cullen projeta instalar-se em Miranda e dar continuidade a projetos de inovação social destinados a jovens..