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Almoço de Natal da Fundação ADFP com cerca de 400 pessoas

“Estou aqui com imensa satisfação e frustração”

04 Dezembro 2019 | Eventos

Após os cumprimentos da praxe adequados à quadra natalícia, as palavras de Jaime Ramos, o último de 4 convidados para falarem às cerca de 400 pessoas, no jantar de natal organizado para dirigentes, funcionários, colaboradores e utentes da Fundação, não podiam descrever melhor o sentimento dual de alguma tristeza e muita alegria.

“Satisfação porque construímos e equipamos o Hospital, frustração porque lidamos com políticos que estão cegos, surdos e mudos perante a nossa iniciativa para reduzimos o sofrimento das pessoas com pouco acesso à saúde”.

“Contruímos o Hospital [Compaixão] com orçamento de 7 milhões de euros, em termos técnicos o melhor e mais bem equipado Hospital sem fins lucrativos do Centro, com equipamento de topo, de última geração tecnológica, que está a apodrecer sem ser utilizado pelas pessoas que precisam “

“Até agora nenhum dos membros do Governo o visitaram porque foi construído por uma instituição sem fins lucrativos num pequeno concelho. Se fosse um hospital construído por chineses ou americanos, numa grande cidade, seria um corrupio de políticos “ ” Frustração maior porque não vejo os políticos locais interessados na sua abertura “.

“Investimos milhões num pequeno concelho do Pinhal Interior. Se quiséssemos fazer negócio com a saúde teríamos investido numa grande cidade como fazem as multinacionais “

“ Queremos que este investimento seja integrado no SNS. Queremos um acordo com o SNS, como tem sido feito com Misericórdias no País, fazendo um desconto de 10% ao Estado, em cada 10 pacientes só cobramos nove. E porque não o fazem?”, Interroga-se Jaime Ramos.

“Se o Estado contrata a hospitais privados, porque não quer pagar a nós? Porque só querem beneficiar as multinacionais que exportam os lucros para fora?“

 “ Se o Estado paga em muitos concelhos, serviço de 24 horas em por ex. Oliveira do Hospital e no Avelar, porque não em Miranda do Corvo?”, perguntou. Jaime Ramos considerou um escândalo que a ARS só queira camas de convalescença de cuidados continuados em Coimbra, quando não há nenhuma cama dessa tipologia no Pinhal Interior.” É inaceitável que se continue a prejudicar os pequenos concelhos para favorecer os negócios instalados nas cidades “.

O Presidente do Conselho de Administração da Fundação ADFP terminou a sua intervenção salientando a presença de novos colaboradores vindos do Conímbriga Hotel do Paço e do St Paul’s School , desejando boas festas a todos.

Num ambiente de festa e animação, próprio da quadra natalícia, com a música do DJ Antoine, e ainda antes de Jaime Ramos falou, primeiro, o Padre Daniel Mateus, amigo da Fundação e ex-presidente do Conselho Geral, numa declaração muito curta:

 

“Dia muito agradável, que de resto repetimos há 32 anos. Estamos aqui com muita alegria. Desejo a todos boa saúde e muita alegria a todos os senhores e senhoras, a todos os que trabalham na Fundação, desejo-vos um natal feliz...Que o Natal seja um desses momentos especiais na vida de cada um”.

Também o Sr. Quirino São Miguel, atual Presidente do Conselho Geral da Fundação:

“A todos muito obrigado nestes 32 anos com um agradecimento aos colaboradores e funcionários. Um obrigado especial ao maior empreendedor de Miranda do Corvo e do Distrito de Coimbra, o Dr. Jaime Ramos, ele é um exemplo difícil de encontrar. Para ele peço a Deus muitos anos de vida”.

“Esta Fundação” - diria depois Nuno Filipe, Presidente do Conselho Fiscal, é uma das maiores empregadoras do Distrito, e tem um impacto social enorme para todos. O papel da Fundação na economia social ao longo destes 32 anos tem sido relevante. Em cada ano há sempre coisas novas, Ao Dr. Jaime Ramos desejo que chegue até aos 100 anos e em cada ano, continue a concretizar mais dois ou três objetivos grandes, como foram exemplo, recentemente, o Conimbriga Hotel do Paço, no concelho de Condeixa, e o Hospital Compaixão”.

No final do almoço foi distribuído um cabaz de Natal com três vinhos (incluindo o premiado Rabarrabos) e azeite produzidos pela Fundação e ainda dois vouchers para os hotéis Serra da Lousã e Conimbriga Hotel do Paço e restaurante Gavuis e Museu da Chanfana.

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