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Fundação ADFP celebra Eid Al-Fitr

A Equipa da Residência Paz dinamizou, no passado dia 30 de junho, uma festa intercultural, com a presença das famílias de refugiados Sírios e Sudaneses, acolhidas pela Fundação ADFP, em Miranda do Corvo, e em Penela. A tradicional festa muçulmana Eid Al-Fitr, de celebração de final de Ramadão, foi o mote para a dinamização de um convívio intercultural, onde se juntaram para além das famílias dos refugiados, os formandos Guineenses, alguns deles muçulmanos, que coabitam na Fundação ADFP.

O Presidente da Fundação ADFP, Jaime Ramos, marcou presença no evento, e incitou as famílias a que “apreendam a língua portuguesa, e agarrem as oportunidades de trabalho, porque para ficarem em Portugal terão de garantir a sustentabilidade das suas famílias”.

Paula Santos, coordenadora do projeto, e Hugo Vaz, esclareceram que o encontro intercultural surgiu no âmbito dos festejos finais do Ramadão (jejum muçulmano).“O objetivo principal é o cruzamento intercultural, quer seja pela gastronomia, pela música ou por atividades que permitam demonstrar as tradições culturais Portuguesas e Muçulmanas. O cruzamento é muito importante para aproximar as pessoas”.

A Marcha Infantil da Casa do Povo, liderada pela Prof.ª Helena Rafael, fez uma demonstração junto ao Museu Vivo de Artes e Ofícios tradicionais, com a inclusão de duas crianças das famílias de refugiados. Durante a manhã, as mulheres muçulmanas realizaram dois workshops tradicionais, um na queijaria do parque biológico, e outro a amassar pão, de forma tradicional. O convívio da parte da tarde estabeleceu os laços pretendidos entre todos os participantes, com a degustação das típicas sardinhas assadas, e alguns pratos típicos da síria e do Sudão. A música e a dança, proveniente das várias culturas, permitiram a troca de experiências entre os participantes. Um dos convivas, o curdo Fawzi, cuja filha Lucinda já nasceu em Miranda do Corvo, dizia não pretender ir para outro país europeu, ou regressar à terra natal: “O nosso país agora é Portugal, e daqui não queremos sair”.

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