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Centenas de alunos atraídos pela Semana do Ambiente

Parque Biológico da Serra da Lousã ultrapassou os 57 mil visitantes

Foram mais de 465 alunos e professores a participar em actividades de reciclagem, plantação de árvores, engenhos de água e no worshop 'Vamos fazer pão', de 19 a 23 de Março, durante a Semana do Ambiente promovida pelo Parque Biológico da Serra da Lousã, que assim ultrapassou os 57 mil visitantes desde que abriu em Junho de 2009.


Os jovens estiveram também em ação na alimentação dos animais, oficina de olaria, sem esquecer a equitação e o tiro com arco. Tudo isto de segunda sexta-feira, período em que registaram-se ainda 27 visitantes individuais.


Uma exposição de cartazes no Centro de Informação do parque marcou o Dia da Reciclagem, segunda-feira, com sessões para esclarecer dúvidas sobre matéria tão sensível em termos ambientais.
Na terça-feira, as crianças do infantário da Fundação ADFP (Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional), proprietária do parque, e os visitantes com a ajuda dos funcionários, participaram na horta, plantando variados produtos hortícolas e familiarizando-se com características do solo e dos tipos de plantas.


Neste Dia do Agricultor foi possível mostrar como é a vida de quem trabalha a terra e produz alimentos, recordando-os ainda que é da agricultura que se extrai o oxigénio que respiramos e donde surgem as paisagens magníficas que observamos. As árvores foram plantadas no dia seguinte, o da Floresta e da Árvore, numa ação simbólica que em muito pode contribuir para o ambiente.
 

Elas desempenham um importante papel na produção de oxigénio, possuem grande importância contra a erosão, fixação do solo através das suas raízes, utilização de madeira para abrigos, lenha, obtenção de papel, cortiça, para além dos frutos para alimentação direta.


Na quinta-feira, o Dia da Agua, sobre o líquido mais precioso do planeta, visou sensibilizar todos, mas sobretudo as crianças, para a importância deste recurso insubstituível e indispensável à vida das espécies. No infantário da FADFP, por ex, decorreram pequenas experiências para ilustrar o ciclo da água e a sua temática.


No parque foram colocadas oito placas num percurso ao longo do Eco-Museu, junto a engenhos de rega tradicionais: moinho de água, picota, sarilho, cegonha, bomba de régua e nas passagens sobre o rio Dueça. Esse o resultado de uma parceria que juntou Águas do Mondego (AdM) e Fundação, possível graças à assinatura de um protocolo ambiental, em 2011, entre o Parque Biológico da Serra da Lousã e as AdM, com o intuito de alertar os visitantes do Parque para a importância da água como património cultural, social e universal. As placas colocadas ao longo do percurso do Eco-Museu no Parque, informaram também os visitantes sobre a água fornecida à vila e ao concelho, alertaram para a necessidade de racionalizar este bem precioso, insubstituível e fundamental para a a vida do planeta.


O Parque Biológico da Serra da Lousã, negócio de turismo sócioambiental, visa criar emprego e ocupação para pessoas marginalizadas, com doença mental, deficiência e desempregados de longa duração. O seu polo de atracção é o zoo de Vida Selvagem com todas as espécies da fauna nacional e também da flora. Os visitantes podem visitar três museus: o da Tanoaria, o Ecomuseu e o Museu Vivo de Artes e Ofícios tradicionais, para além do Restaurante Museu da Chanfana, dedicado à gastronomia local e regional, onde mais de 38 mil pessoas já degustaram a qualidade da sua cozinha.

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