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St. Paul’s Conference com Margarida Mano e Paula Ortiz

“Se a sociedade fosse educada para a igualdade de género, não seria necessário «quotas»”

26 Março 2019 | Educação e Formação

O St. Paul`s School levantou a discussão na comunidade sobre igualdade de género.

Numa conferência que contou com a presença de colaboradores, familiares de alunos e pessoas da comunidade, a Dra. Paula Ortiz, psicóloga social da Plataforma Portuguesa para os Direitos da Mulher, iniciou a conferência com a diferenciação entre género e sexo, e a “tendência em algumas profissões para a valorização do homem em detrimento da profissional mulher, sem qualquer critério de competência”, apenas cultural e de mentalidade.

A tendência da profissional mulher estar ligada à educação, um papel exclusivo da mãe/mulher numa reminiscência e tendência das sociedades “machistas”, e que prevalece até aos nossos dias.

“A forma como nos olhamos e educamos desde pequenos é decisivo”, e “se a sociedade fosse mais educada para a igualdade de género, não seria necessário quotas na Assembleia da República”, que assim garantem, assento parlamentar às mulheres.

No seguimento desta intervenção, Margarida Mano assumiu que se não fosse a Lei da Paridade, eventualmente não seria deputada.

O homem e mulher não são iguais, mas devem estar em situação de igualdade de oportunidades perante o poder.
Margarida Mano

Margarida Mano, Deputada da Assembleia da República, começou por falar sobre a importância da luta pela igualdade e o papel de iniciativas, como a existência da Plataforma Portuguesa para os Direitos da Mulher e a instituição do Dia Internacional da Mulher, importantes na evocação das lutas pelas mulheres.

O paradoxo da igualdade de género que coloca como contrário, não “Diferença”, mas “Desigualdade”. “Homem e mulher não são iguais, mas devem estar em situação de igualdade de oportunidades perante o poder… Poder ou poderes. Estamos perante diferentes tipos de poder. A educação dos filhos é um desses poderes.”

Perante uma plateia, maioritariamente mulheres e profissionais da educação, Margarida Mano terminou com um repto “Na escola, na educação de casa, devemos lutar pela igualdade na diferença”.

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