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X Capítulo da Real Confraria da Matança do Porco

Recriação e gastronomia tradicional em evidência

No próximo sábado, dia 17 vai decorrer o X Capítulo da Real Confraria da Matança do Porco, um evento anual que decorre no Parque Biológico da Serra da Lousã.

O evento tem início logo pela manhã com o Desjejum, um pequeno-almoço recheado de iguarias relacionados com o porco e que chama à atenção para uma gastronomia tradicional que apela ao aproveitamento integral da rês.

O programa inclui missa na Igreja Matriz e que conta com a atuação do Coro da Universidade Sénior de Miranda do Corvo, seguindo-se de uma visita ao Hospital Compaixão, uma obra da Fundação ADFP cuja abertura se prevê para o início de 2019.

A recriação da matança tradicional, momento alto do evento, decorre no Parque Biológico da Serra da Lousã, a partir das 11h30, com uma encenação a cargo do Grupo Etnográfico Tecedeiras dos Moinhos e numa parceria com a Fundação ADFP entidade impulsionadora desta Confraria.

A cerimónia de entronização integrará 5 novos confrades e decorrerá em concomitância com a recriação da matança tradicional.

O “Jantar da Matança” começará às 14h30 no Hotel Parque Serra da Lousã, com uma ementa tradicional e com base na carne de porco, privilegiando a integração dos produtos Terra Solidária.

Terra Solidária é marca nacional da Fundação ADFP, e designa a produção de vinhos, mel, queijos e fumeiro. Os vinhos servidos durante o evento são de produção da ADFP, alguns premiados como é o caso do Terra Solidária Rosé 2015.

O custo de participação no Capítulo, por pessoa, é de 30 €, sendo que 10% da receita revertem para a valência de apoio a crianças e jovens “em família”. 

Nunca é demais lembrar as origens da Real Confraria da Matança do Porco, que surgiu para lutar contra o fundamentalismo da ASAE, que na altura pretendia acabar com a matança do porco tradicional.

“A ASAE pretendia impedir práticas culturais em Portugal, como a da matança. Foi para enfrentar esse fundamentalismo que nasceu a Confraria, em defesa da matança como festa pagã, e que só pode ser efetuada por religiões em que se come carne de porco”, disse então Jaime Ramos por ocasião do último Capítulo.