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Prof. Constantino Sakellarides defendeu a cooperação com o SNS e com a ARS centro

Antigo Diretor-geral da Saúde deu aula inaugural da Universidade Sénior

27 Outubro 2019 | Educação e Formação, Visitas

No final da visita defendeu “A Fundação tem inúmeras intervenções, de elevada qualidade, no campo da saúde. Seria importante que estreitasse a sua colaboração com o SNS. Para tal será porventura necessário analisar e identificar as melhores formas possíveis para convergir e alinhar com os planos de desenvolvimento da ARS Centro” como é público a Fundação construiu o Hospital Compaixão que só aguarda os acordos com a ARS para abrir ao público prestando serviços de saúde no âmbito do SNS, sem fins lucrativos 

O antigo diretor-geral da Saúde e, Constantino Sakellarides, Doutor em Saúde Pública e ex-diretor e Professor Catedrático da Escola Nacional de Saúde Pública,  visitou a Fundação ADFP a 10 de Outubro, Dia Mundial da Saúde Mental. Tendo como cicerone o médico e presidente do Conselho de Administração da Fundação, Jaime Ramos, Sakkelarides, que vinha acompanhado por mais 3 colegas, visitou as valências da Sede, o Hospital Compaixão e o Ecomuseu Espaço da Mente. Aqui deixou  sua impressão no livro de honra: “Conhecimento. Criatividade. Devoção por esta terra “pintada entre as serras! Muitos parabéns”.

Antes de proferir a aula inaugural da Universidade Sénior de Miranda do Corvo, Constantino Sakkelarides, que Jaime Ramos definiu como “um dos homens que mais sabe de saúde em Portugal, que teve sempre um papel muito importante na saúde pública a nível nacional e internacional, fez várias afirmações.

“Queria mais uma vez agradecer-lhe muito a oportunidade de, na companhia de bons amigos, conhecer mais de perto, em Miranda do Corvo, a Fundação Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional”, disse o professor Sakkelarides. “O que a Fundação faz, nos domínios da sua vocação, é simplesmente extraordinário. E vale a pena detalhar porquê: em primeiro lugar, o espírito que permeia a obra: a ideia de que independentemente de qualquer dificuldade ou limitação física e mental, inata ou adquirida há sempre que porfiar em superá-la, acrescentando, dando um passo mais, indo um pouco mais longe. Transportando sempre os valores da dignidade humana. Isto foi patente por todo o lado. Do Centro de acompanhamento e animação de deficientes às múltiplas Residências da Fundação, passando pelo emprego efetivos, nas mais diferentes funções nos serviços da Fundação, de pessoas com diversos graus de deficiência”, afirmou Sakkelarides. Após dizer-se “impressionado pelo carácter empreendedor que o desenvolvimento da obra da Fundação manifesta” acrescentou que “ninguém ficou simplesmente satisfeito com o muito que já se fez. Parece que o sucesso de cada iniciativa traz em si as sementas da próxima. Este carácter criativo vai desde soluções pragmáticas no campo social (intervir nos efeitos agudos da situação de pobreza sobre a criança, como a ideia da Residência Cruz Branca), até à cultura (como a originalidade do Espaço da Mente) e ao conhecimento (como o Parque Biológico da Serra da Lousã ou a Universidade Sénior). Nas declarações do Professor Sakellarides está bem evidente quanto apreciou a visita e o que viu, tendo acrescentado; 

 

“O ecletismo da obra” afirmou ainda, “da criança e adolescentes, aos idosos” das mais diversa condições, à deficiência e à saúde (como a Saúde Mental, a Clínica de Fisioterapia e Reabilitação, o Hospital Compaixão e a Unidade de Cuidados Continuados), à atenção à mulher e aos imigrantes, à formação e à cultura e ao turismo”. Constantino Sakellarides chamou também a atenção para “a qualidade do trabalho e das infraestruturas desenvolvidas, muito patentes, por exemplo, nas instalações e equipamentos do Hospital Compaixão e nas do Hotel Parque Serra da Lousã. A Fundação, já com cerca de três décadas de existência, é evidentemente muito focada no futuro. E sobre isso talvez se justifiquem também algumas observações”. O professor Sakkelarides deixou mesmo um Desafio;“Parece-que a Fundação poderia reivindicar a sua pertença aos movimentos de empreendedorismo social, para além da sua vocação assistencial. Vai para além de prestar serviços. Tem a inclinação e a capacidade de encontrar soluções inovadoras e pioneiras, com atestam as distinções com que já foi contemplada. A Fundação tem inúmeras intervenções, de elevada qualidade, no campo da saúde. Seria importante que estreitasse a sua colaboração com o SNS. Para tal será porventura necessário analisar e identificar melhores formas possíveis para convergir e alinhar com os planos de desenvolvimento da ARS Centro”. “Finalmente parece-me que a Fundação, pela sua dimensão, ecletismo e criatividade, está preparada para dar passos significativos na adoção de novas formas de gestão do conhecimento”, concluiu. Ao início da tarde, Constantino Sakellarides terminou a visita dando a aula inaugural da Universidade Sénior mirandense, cujo tema foi “Como viver melhor?”.

Constantino Sakellarides é licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa. Foi médico e Delegado de Saúde, no Bárue, Moçambique. Doutorado em Saúde Pública nos Estados Unidos, foi o primeiro Diretor Académico da Escola Andaluza de Saúde Pública em Granada. Foi Diretor para as Políticas e Serviços de Saúde da Região Europeia da Organização Mundial de Saúde em Copenhaga. Mais recentemente, exerceu as funções de Diretor-geral de Saúde em Lisboa. Atualmente é Professor jubilado de Política e Administração de Saúde na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa e coordena o Observatório Português dos Sistemas de Saúde. Em 2018 demitiu-se de consultor do ministro da saúde Alberto Campos Fernandes.