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A Fundação ADFP: visitas a idosos e doentes com início do dia 18 a 21

15 Maio 2020 | Social, Idosos, Saúde

As residências Sabedoria, Gratidão e Cristo Redentor em Miranda e Sr. da Serra (Semide), com quase 220 residentes enfrentaram esta primeira fase de combate à pandemia sem nenhum doente COVID. Incluindo outras residências para pessoas com necessidades especiais, com deficiência, doenças mentais a Fundação tem mais de 400 residentes e cerca de 210 colaboradores em contacto direto na prestação de cuidados a pessoas vulneráveis.

As visitas começam dia 18 na Residência Gratidão e nos dias 20 e 21 nas Residências Sabedoria e Cristo Redentor.

A Fundação agradece a todas as equipas de colaboradores o esforço que têm feito para cumprir regras de segurança, prevenindo contágios. A Fundação sabe que teve muita sorte e que muitas outras instituições que trabalharam com igual rigor e dedicação tiveram o azar de enfrentar o COVID dentro de portas.

A Fundação está consciente que esta situação de pandemia se deve prolongar até 2021 pelo que urge pensar em medidas de longo prazo, sendo totalmente desaconselhável manter pessoas em isolamento prolongado.

Para enfrentar a epidemia foi ordenada a proibição de visitas aos residentes nos Equipamentos Residenciais para Idosos (ERPI’s) e nas Unidades de Cuidados Continuados. 

O Governo acaba de autorizar visitas, com regras, aos residentes ou doentes destes equipamentos.

A Fundação vai seguir todas as regras de segurança indicadas pelo Governo e DGS sabendo que há riscos.

Os familiares devem contactar as residências para agendar data e hora para as visitas.

Cada residente só pode, nesta fase, ser visitado por um familiar ou amigo.

As visitas, sempre que possível, serão realizadas no exterior, visando reduzir o risco.

As Unidades de Cuidados Continuados e os ERPI’s (Lares) desempenham um papel fundamental no apoio aos seniores e famílias, sem condições económicas e/ou habitacionais, para cuidar de pessoas doentes e dependentes.

O bem-estar dos internados exige que possam contactar com familiares e amigos. As modernas tecnologias não substituem a proximidade presencial. A Fundação ADFP sabe que a Saúde é um estado de bem-estar que não convive bem com o isolamento ou o afastamento dos mais queridos.

As pessoas “idosas”, com mais de 65 anos, não são um grupo homogéneo. Há quem tenha esperança num futuro superior a 35 anos e outros de menos de 30 dias.

“Infantilizar” as pessoas, retirando-lhes o direito de expressar a sua vontade, ou desclassificar os seus desejos, considerando-os resultantes de falta de conhecimento, pode ser manifestação de ignorância de jovens, sem noção da sabedoria dos mais velhos.

Muitas das nossas ERPI’s respondem às necessidades de uma população muito idosa, com múltiplas comorbilidades, em fim de vida, onde recebem cuidados de conforto e medidas paliativas.

Neste tipo de ERPI’s (distintas de “hotéis” residenciais para pessoas autónomas que decidem viver numa habitação coletiva, por desejo de quebrar o isolamento ou comodidade individual) há anualmente uma taxa de mortalidade que pode rondar os 20-30%.

Nas ERPI’s há uma significativa percentagem de pessoas cuja perspetiva de vida futura é inferior a 18 meses.

Estas pessoas não devem ser impedidas, nos últimos meses de vida, de contactar com as suas famílias, beneficiando do seu carinho e afeto. Estas pessoas têm o direito de morrer naturalmente contactando com amigos e familiares.

Ninguém deve ser condenado a morrer, num lar ou num hospital, sem sentir o calor humano da família ou de amigos.   

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