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Universitárias de Rennes criaram-no num estágio curricular de duas semanas

Parque Biológico da Serra da Lousã já tem Centro de Compostagem

 

O Parque Biológico da Serra da Lousã dispõe agora de um Centro de Compostagem doméstica, criado por oito universitárias francesas que ali efetuaram trabalho de campo durante um estágio curricular de duas semanas em Abril.

O objectivo das estudantes do 4º ano de Agronomia da Universidade “Agrocampus Oeust”, de Rennes foi o de realizar uma atividade educativa que permitisse sensibilizar os visitantes quanto à diminuição da nossa pegada ambiental.

A pegada ambiental é a quantidade de terra e água que seria necessária para sustentar as gerações atuais, tendo em conta todos os recursos materiais e energéticos gastos por uma determinada população, indicador de sustentabilidade ambiental, e que pode ser usada para medir e gerir o uso de recursos através da economia.

Nesse sentido, a construção de uma compostagem doméstica, junto ao Labirinto de Árvores de Fruto, permite reduzir o volume dos resíduos e criar um húmus de qualidade que pode ser utilizado para a botânica do parque.

A compostagem doméstica é um processo relativamente simples, económica e ecologicamente sustentável, que consiste na decomposição dos resíduos por ação de microrganismos na presença de oxigénio.

Uma das suas vantagens é contribuir para a redução dos resíduos domésticos a enviar para o aterro sanitário, através da sua transformação num composto fertilizante que pode ser usado como adubo, melhorando a qualidade da terra. São vários os resíduos que podem ser colocados na compostagem, como é o caso de restos de vegetais crus, borras de café, cascas de ovos, restos de relva, entre muitos outros. No entanto, há alimentos que não podem ser utilizados, como carne e peixe, para além de excrementos de animais ou cinzas de carvão.

Foi a filosofia ambiental do Parque Biológico da Serra da Lousã, de proteção e consciencialização do meio ambiente, que levou a associação voluntária francesa “Arg’Hum” a propor o estágio curricular para as oito estudantes da “Agrocampus Ouest”.

O Parque agradece a ajuda da “Arg’Hum” e das universitárias francesas neste pequeno passo, que muito poderá significar num futuro próximo.

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