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Um poldro, duas crias de ginete e duas de muflão

Mais seis nascimentos no Parque Biológico da Serra da Lousã

O Parque Biológico da Serra da Lousã foi presenteado com o nascimento de um poldro, duas crias de ginete e duas de muflão, durante o mês de Maio.


As duas crias de muflão nasceram saudáveis e encontram-se já bem inseridas na família, com a qual percorrem os altos e baixos existentes na sua cerca, mas sempre junto da mãe. O muflão, de cor castanho-avermelhada e uma lista escura na lateral, é uma espécie de carneiro selvagem, antepassado de todas as raças modernas de carneiros domésticos. Os machos possuem grandes chifres recurvados, podendo as fêmeas possui-los ou não, com cerca de 1,25 metros de comprimento e 0,70 metros de altura na cernelha, e pesando de 40 a 50 kg. Tem pelagem curta, espessada no inverno, e é actualmente considerado um animal raro. É também o único bovídeo cinergético de Portugal.


Já as ginetas, que pelo seu aspecto exterior se assemelham a um gato grande de pelo amarelado a grisáceo, salpicado de manchas negras no corpo e faixas transversais na cauda de pelo mais longo, estão presentes em Espanha, Portugal e França e parecem expandir-se actualmente para norte e leste no continente. Crê-se que a sua presença na Europa seja recente e tenha sido introduzida pelo homem de forma provavelmente involuntária, como mascote que se tornou selvagem ou como simples clandestino em algum barco que tenha cruzado o Estreito de Gibraltar. Podem chegar aos 55-60 centímetros, comprimento igual ou superior ao da cauda. A altura na cernelha é de 20 centímetros, e o peso oscila entre 1,2 e 2,5 kgs. Animais mais sossegados, permanecem com as duas crias dentro do abrigo de madeira.


O último a nascer foi o poldro, que após superar as primeiras dificuldades impostas pela vida também já corre alegremente pelo pasto perto da progenitora, uma égua.


O nascimento destes animais é prova do bem-estar que lhes é proporcionado, sendo motivo de orgulho uma vez que a alimentação e maneio destes animais está a cargo de pessoas com deficiência e/ou vítimas de exclusão social.


Este Parque, um projecto da Fundação Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional, pretende não só despertar o gosto pela natureza e a sensibilização para a conservação, mas também criar postos de trabalho para pessoas vítimas de exclusão, deficientes e doentes mentais, responsáveis pelo maneio animal do Parque.


Para visitar estes bebés e muitos outros animais autóctones de Portugal basta deslocar-se ao Parque Biológico da Serra da Lousã entre as 9h e as 19h durante qualquer dia da semana, e apadrinhar um dos animais com um custo de 60€ anuais, obtendo um livre-trânsito anual que lhes permitirá visitar o Parque e observar o animal que apadrinhou sempre que desejar. Os padrinhos estão simultaneamente a ajudar na causa da preservação da fauna e flora portuguesa e na sustentabilidade financeira deste projecto social.

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