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Três workshops de fusing na Oficina de Olaria e Vidro

No Parque Biológico da Serra da Lousã durante o mês de Junho

A Oficina de Olaria e Vidro do Museu Vivo de Artes e Ofícios tradicionais do Parque Biológico da Serra da Lousã organiza três workshops de fusing (formação) em vidro, nos dias 12, 19 e 26 de Junho.


No dia 12 realiza-se o workshop de bijutaria, no dia 19 o de flores e no dia 26 o de peças decorativas, todos a cargo do formador desta oficina, Samuel Perdigão, um jovem de 35 anos licenciado em artes, artista plástico que trabalho em vidro e pintura.


As oficinas do Museu Vivo de Artes e Ofícios tradicionais têm 25 formandos e pertencem a uma das valências da Fundação ADFP, o CAO (Centro de Actividades Ocupacionais), que abrange um total de 75 formandos, e que são as do vime e cestaria, a olaria, a tecelagem, a sapataria e, agora, o vidro.


O Museu Vivo integra a Quinta da Paiva/Parque Biológico da Serra da Lousã, que resulta de uma parceria entre a Fundação ADFP e a Câmara Municipal de Miranda do Corvo.


A ADFP está a desenvolver o projecto “≠ = Mente” visando a integração da pessoa com doença mental grave, para o qual, o meio natural da Quinta da Paiva, associado aos animais do Parque Biológico, cria um ambiente protegido, naturalmente integrado. Os trabalhos realizados no Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais (olaria, tapeçaria, cestaria e vime) são oportunidades de integração de pessoas com diversos tipos de deficiência ou doença crónica.


O Centro Hípico para além de uma actividade lúdica e desportiva, gera postos de trabalho no tratamento de cavalos, promove a hipoterapia e a equitação adaptada. A prova de sucesso é um cavaleiro deste Centro Hípico ter representado Portugal em Atenas em 2004, a primeira representação nacional em provas equestres nos jogos paralímpicos.


Aqui o turista não só pode divertir-se, aprofundar a biofilia, apaixonar-se pela natureza, aprendendo a valorizar o ambiente, como apoiar um projecto que integra trabalhadores deficientes, associando a ecobiótica a fins terapêuticos como a hipoterapia com deficientes e a terapia ocupacional com pessoas com doença mental.


O visitante goza o prazer do conjunto turístico, onde há um restaurante museu vivo da gastronomia regional, apoiando um inovador projecto de combate a pobreza, criando emprego para pessoas excluídas.


A Fundação ADFP, a entidade proprietária, é uma instituição privada de solidariedade social, sem fins lucrativos, muitas vezes elogiada como exemplo de boas práticas, que aposta na integração dos diferentes grupos e no convívio inter-gerações (www.adfp.pt).


Em 2007 este projecto obteve o 1º Prémio do Concurso Nacional para o European Enterprise Awards/Prémio Internacional de Empreendedorismo, na Categoria de Investimento Humano, atribuído pelo Ministério da Economia / IAPMEI.


Pretende-se um projecto sustentável em termos económicos e ambientais e que aposta na coesão social. O objectivo é criar emprego e actividades ocupacionais para pessoas vítimas de exclusão, desempregados de longa duração, deficientes ou doentes crónicos, integrando, promovendo a igualdade e a dignidade humana, incentivando a biofilía e a paixão pela natureza.

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