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Recordar com Gratidão

Morreu Luís Ramos.

Nascido em 14/02/1970, faleceu em 30/06/2012, na Residência Assistida da Fundação ADFP em Miranda.Viveu em Urzelhe, freguesia de Lamas, até que, devido a doença, passou a residir no Centro Social Comunitário de Miranda.Foi um dos primeiros utentes da ADFP.Iniciou a ligação á ADFP em 1987, como aluno numa formação na área da tapeçaria/tecelagem, no antigo edifício do matadouro municipal, agora local da pré-primária da nossa vila de Miranda.Ao longo destes 25 anos o Luís Ramos percorreu as mais diversas atividades ocupacionais, dentro da ADFP, mas também no exterior.Trabalhou no bar do Centro de Saúde, foi secretário na Cooperativa Mirante, no Centro Social Comunitário contínuo e moço de recados…

 

Todos conhecemos a fama do Livro de Jó, por muitos, considerado o mais antigo livro da Bíblia. Alguns teólogos consideram o texto de Jó como o mais importante livro do movimento da Sabedoria, conciliando o mal e o sofrimento com a fé em Deus.A cultura Cristã assenta em larga medida neste Livro. Ao contrário dos hindus, sabemos que não somos pobres, nem sofredores, por castigo divino. Não são os pecados em vidas passadas que nos condenam à dor e ao mal.A vida do Luís, com a sua dor e sofrimento, portador de doença que o condenou a um calvário mais longo que o de Cristo, tem muito a ver com a filosofia contida na vida do infeliz Jó.

NA ADFP, onde investimos em pessoas, com bondade, o Luís foi um colaborador que não poderemos esquecer. Foi utente, beneficiou dos serviços da Fundação ADFP, mas foi fundamentalmente um amigo e companheiro de dezenas de outros colegas de infortúnio, um exemplo de humildade, educação, resignação e coragem.

A Fundação é uma organização que não se limita a prestar serviços culturais, desportivos, sociais, de saúde ou a criar emprego.Somos uma instituição particular de solidariedade social que aposta na bondade e em valores eternos, empenhados em promover princípios civilizacionais que nos permitam contribuir para criar uma humanidade melhor.O Luís, com os seus 42 anos muito sofridos, que integrou a família da ADFP como aluno, formando, colaborador e utente, foi uma lição de vida que não esqueceremos.A compaixão e a gratidão são valores da cultura da ADFP. Sempre que promovermos estas qualidades humanas estaremos também a recordar o Luís Ramos.

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