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Presidente do ICNB visitou Parque Biológico da Serra da Lousã e valências da Fundação ADFP

Parque Biológico da Serra da Lousã poderá vir a ter ursos

O presidente do ICNB (Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade), Tito Rosa, visitou dia 22 as valências da Fundação ADFP e o Parque Biológico da Serra da Lousã, abrindo a possibilidade de o mesmo vir a ter ursos pardos.

 

Durante a visita, Tito Rosa fez-se acompanhar de João Loureiro, coordenador da Unidade de Aplicação das Convenções Internacionais e no final declarou ter ficado “muito bem impressionado” com o Parque Biológico da Serra da Lousã (PBSL) e surpreendido pela capacidade social e integradora da Fundação ADFP.

 

O ICNB e a Fundação ADFP deverão estabelecer uma parceria pela qual o primeiro oferecerá ursos (urso pardo) e autorizará o alojamento no Parque do lince europeu e do lobo.

 

O Urso pardo é uma espécie que habitou o território português até ao século XVIII. O Urso continua a habitar algumas áreas de Espanha. Nas últimas décadas foram detectados vestígios de ursos na serra de Montesinho originados por animais que passaram a fronteira.

È um animal que com o actual povoamento e ocupação do território, não tem condições para ser reintroduzido na natureza em Portugal.

 

A instalação de ursos no Parque Biológico terá duas funções, permitir aos visitantes conhecer um animal que habitou o nosso território, percebendo as razões que impedem que continue a habitar em liberdade, e assegurar razoável qualidade de vida a ursos que se encontram em cativeiro em Portugal, em más condições.

 

O ICNB disponibilizou-se para oferecer ao PBSL outras aves, com Tito Rosa a comprometer-se a prestar toda a colaboração para o aumento da colecção de animais do parque. O Parque Biológico tem vindo a desenvolver um papel importante ao preservar em cativeiro dezenas de animais que, após um período de reabilitação, não possuem condições para viver em liberdade na natureza. A sua libertação seria o equivalente a uma condenação à morte das corujas, corvos, gralhas, mochos, águias, milhafres, peneireiros e muitas outras aves carnívoras ali instaladas, na sua maioria feridas por acções cinegéticas ou capturadas ilegalmente, que o ICN envia para o Parque.

 

 

Santuário em estudo

 

Fruto da legislação existente há em Portugal muitos animais ilegalmente em cativeiro. A ADFP pretende reforçar a cooperação com o ICNB para em conjunto se estudar a criação de um santuário para alojar estes animais, respeitando os seus direitos.

Como é público o PBSL tem como objectivo preservar a vida selvagem portuguesa, mostrando aos visitantes os animais que habitam o nosso território.
 

Sem desvirtuar este objectivo, a ADFP é sensível à necessidade de se cuidar adequadamente de animais que, não pertencendo á nossa biodiversidade, se encontram em Portugal, em condições deficientes.


Por esta razão o Parque mantém vivos Lamas, animais dos Andes, que vieram para Portugal para participar numa investigação científica, finda a qual teriam de ser abatidos, tendo a ADFP impedido essa morte.


A ADFP vai também estudar a possibilidade de criar um centro de reabilitação de animais selvagens em cooperação com o ICN.


A ADFP tem como lema “investir em pessoas” sem esquecer que os valores do humanismo não nos podem alhear do destino dos outros seres vivos.


O ICNB tem por missão propor, acompanhar e assegurar a execução de políticas de conservação da natureza e da biodiversidade e a gestão das áreas protegidas, visando a valorização e o reconhecimento público do património natural.


O Parque Biológico da Serra da Lousã, propriedade da Fundação ADFP, é um projecto que se pretende sustentável em termos económicos e ambientais e que aposta na coesão social. O objectivo é criar emprego e actividades ocupacionais para pessoas vítimas de exclusão social, desempregados de longa duração, deficientes ou doentes crónicos, integrando e promovendo a igualdade e dignidade humana, incentivando a biofilia e a paixão pela natureza.

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