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Parque Biológico da Serra da Lousã: um ciclo de práticas ecológicas e sustentáveis

26 Outubro 2022 | Turismo, Serviços, Educação e Formação, Atividade Agroflorestal, Fundação ADFP, Ambiente

Num local mágico para quem ama a natureza, nasceu o Parque Biológico da Serra da Lousã. Situado na cordilheira da Serra da Lousã, é a maior amostra da fauna selvagem de Portugal, tendo surgido com o objetivo de privilegiar e ajudar na conservação das espécies que habitam ou habitaram o território português.   

Ao percorrer os caminhos do parque, é possível observar cerca de 375 animais, divididos em 68 espécies diferentes, entre elas aves de rapina, urso pardo, lince, lobo ibérico, raposa, javali, veado, gamo, e uma variedade única de raças da agro-pastorícia tradicional portuguesa, entre muitos outros. Uma particularidade do Parque Biológico é que muitos dos animais que irão ver são irrecuperáveis, ou seja, animais que não poderiam voltar a viver por si só na Natureza.   


No Parque Biológico da Serra da Lousã os animais são alimentados com uma dieta variada de forma sustentável, ou seja, para alem das rações, são usados também subprodutos de origem animal e vegetal por forma a evitar desperdícios alimentares. 

Diariamente, são retirados os dejetos produzidos pelos animais e, no caso dos porcos, os dejetos destes originam estrume frio, que por sua vez é misturado com o estrume das vacas, ovelhas, cavalos, denominado estrume quente.   

Esta mistura é realizada na compostagem do Parque Biológico, e origina a produção de um composto orgânico - Matéria Orgânica.

 

Este composto orgânico é usado posteriormente para a produção de alimentos, nas várias áreas agrícolas da Fundação ADFP, nomeadamente a sua ampla e vasta horta, situada na aldeia de Cadaixo, em Miranda do Corvo, que fornece a nível de consumo de legumes e vegetais as cozinhas da Fundação ADFP, dos Restaurantes "Museu da Chanfana" e "Gavius", e do colégio "Saint Paul's School". 

A matéria orgânica resultante da compostagem é, portanto, um fertilizante natural com bastantes benefícios para a agricultura e ambiente, como por exemplo, melhoria da estrutura do solo, retenção dos nutrientes impedindo a sua lixiviação, fornecimento de nutrientes para as plantas, etc., completando assim um ciclo e iniciando outro.  


Ao longo de todo o percurso do Parque, é possível observar não só a fauna portuguesa, mas também a flora nativa do nosso território, e descansar à sombra de castanheiros, carvalhos e medronheiros, podendo ainda visitar a área museológica que se divide em três museus: Museu Espaço da Mente, o Museu da Tanoaria e o Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais.  

A Fundação ADFP é considerada a mais inclusiva e eclética das organizações portuguesas, isto porque mais de 30% dos seus cerca de 600 colaboradores têm algum tipo de deficiência ou doença crónica.   

Nas suas valências, apoia e integra mulheres-mães vítimas e em situação de pobreza, crianças “sem família”, jovens e adultos com deficiência ou doença mental, idosos que estão doentes ou em “fim de vida”, refugiados e pessoas sem-abrigo.  

Para reforçar a sua sustentabilidade financeira e não dependência do Estado, criar postos de trabalho e dinamizar a região onde se insere, arrancou na primeira década de 2000 com um impressionante projeto de turismo com propósito, tendo sido o Parque Biológico da Serra da Lousã o pioneiro desse projeto; seguindo-se o Hotel Parque Serra da Lousã, na área envolvente do Parque; o Templo Ecuménico Universalista, no cume da encosta onde situa o PBSL; e o Conimbriga Hotel do Paço, em Condeixa.

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