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Para um Natal com o burro Orelhudo, o porco Beiçudo e o carneiro Cornudo

Dezenas de crianças estiveram no Parque Biológico da Serra da Lousã

Dezenas de crianças mirandenses estiveram num encontro natalício muito especial, ao vivo, com o Orelhudo, o Beiçudo e o Cornudo, no Parque Biológico da Serra da Lousã, proporcionado pelo seu criador, o escritor e jornalista lousanense Casimiro Simões, que escreveu um conto de Natal para a ocasião, na manhã de 14 de Dezembro.

À roda da fogueira acesa junto ao Presépio Vivo do Parque, todas elas ouviram o presidente da Fundação ADFP, Jaime Ramos, apresentar a obra da qual foram extraídos as personagens do conto, "Cornos ao sol – Agonia do carneiro velho na troika de Vale Tudo", repleta de uma "ironia dirigida à realidade que conhece melhor, a Lousã".

De Casimiro Simões, Jaime Ramos disse ser "desde sempre um amigo da Fundação ADFP e do Parque Biológico da Serra da Lousã", que ofereceu vários exemplares da obra à Biblioteca Itinerante, cujo responsável, Carlos Marta, organizou este encontro de natal especial.

Casimiro Simões, pegando nas três personagens da sua obra, escreveu um pequeno conto de natal que leu aos meninos e meninas presentes, que entretanto levantavam dúvidas prontamente esclarecidas.

"Foi dura a viagem de regresso dos três bichos, que há vários anos se refugiaram nas encostas pedregosas, muito longe da vila. Homens e mulheres voltaram a Vale Tudo. E com eles a luz e o presépio de Natal. E os meninos a correrem na praça do pelourinho. Mas já nada resta do curral triangular, o albergue de madeira que foi do Orelhudo, do Beiçudo e do Cornudo. Reconciliados com o mundo, os três amigos são agora convidados de honra do presépio. Desce das alturas uma música linda que lhes retempera as forças. Renasce a esperança num amanhecer luminoso", fim de citação.

Está fábula, que é uma irónica metáfora sobre a crise do país sob intervenção da Troika, tem o dom de encantar miúdos e graúdos, como aconteceu sábado, com Casimiro Simões levando depois os presentes a uma volta pelo Presépio Vivo.

Saltando das ilustrações de Carlos Alvarinhas no livro, Orelhudo, Beiçudo e Cornudo lá estavam no presépio, para a alegria das crianças. No final, Casimiro Simões realizou uma sessão de autógrafos dos três livros que integram a coleção dedicada às comemorações do centenário da implantação da república : “Com as botas do meu pai” (2009), “Campanha bufa” (2010) e “Cornos ao sol - Agonia do carneiro velho na troika do Vale Tudo” (2013).

“Cornos ao sol” é dedicado ao Ramal da Lousã, como contributo cívico para a sua reativação, homenageando ainda vários cidadãos, instituições e causas convergentes.

Há quatro anos, a ADFP já tinha colaborado no lançamento do primeiro volume da trilogia, na Lousã, fazendo deslocar para o local o burro que abrilhantou a sessão, carregado de livros, no exterior da Biblioteca Municipal.

Jornalista da Agência Lusa, desde 1989, Casimiro Simões é membro do conselho geral do Sindicato dos Jornalistas.

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