Animação de loading

Oficina do vidro produz e vende peças decorativas

No Museu Vivo de Artes e Ofícios tradicionais no Parque Biológico da Serra da Lousã

A oficina do vidro recém-criada no Museu Vivo de Artes e Ofícios tradicionais no Parque Biológico da Serra da Lousã, começou a laborar no início de Março e já produz e vende peças decorativas, com base em vidro reutilizado e vidro decorativo já colorido.


O formador desta oficina é Samuel Perdigão, um jovem de 35 anos licenciado em artes, artista plástico que trabalho em vidro e pintura e faz fotografia, que explicou porque é que não se fabrica vidro:”para fazer vidro é preciso que a temperatura seja de 1400º e a mufla (forno) que temos só atinge os 900º, ideal para trabalhar o vidro já feito”.


Embora ainda não esteja montado, um maçarico a gás está à disposição da oficina, o que irá permitir em breve que os visitantes possam observar como se trabalho o vidro, com varetas várias, graças à acção directa do calor. Para já corta-se o vidro com ponta a diamantada.


De momento apenas dois formandos trabalham na oficina, mas o objectivo é que sejam seis em dois turnos diários:”os formandos tê gostado muito desta experiência, porque através do vidro colorido ou plano conseguem obter formas próximas de objectos com cores atractivas”, acrescenta Samuel Perdigão.


Os objectos já estão a ser comercializados na loja de artesanato do parque Biológico, prevendo-se a produção futura de brincos, colares, anéis, pulseiras e azulejos. Samuel Perdigão tem algumas ideias a pôr em prática, como a organização de workshops de vidro ou fotografia, para os visitantes que queiram ter noções básicas durante uma hora, com início já em Abril, o mesmo acontecendo a sessões relaxantes de auto-massagem bioenergética.


As oficinas do Museu Vivo de Artes e Ofícios tradicionais têm 25 formandos e pertencem a uma das valências da Fundação ADFP, o CAO (Centro de Actividades Ocupacionais), que abrange um total de 75 formandos, e são as do vime e cestaria, a olaria, a tecelagem, a sapataria e, agora, o vidro.

Comentários