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Objectivo é a construção do Hospital médico-cirúrgico dos Vales do Ceira e Dueça

Fundação ADFP propõe reuniões com Câmara e Assembleia Municipal

A Fundação ADFP de Miranda do Corvo propôs ao vice-Presidente da Câmara Municipal e ao Presidente da Assembleia Municipal reuniões para estudar a possibilidade de concretização do Hospital/Clínica médico-cirúrgica dos Vales do Ceira e Dueça.

O hospital, com área de construção prevista de 4000m2, distribuída por três pisos e com capacidade para 54 camas,  possuirá um bloco operatório com duas salas de operações independentes. Terá também uma área de urgência, sector de consultas de ambulatório para varias especialidades médicas, e de internamento, serviços de imagiologia médica (RX e Ecografia) e farmácia, representando um investimento na ordem dos cinco milhões de euros.

A Fundação ADFP ao reiniciar este diálogo com a autarquia mirandense, pretende saber se há ou não apoio político ao investimento.

A Fundação admite que a autarquia possa querer associar-se ao projeto custeando em plano de igualdade a construção do hospital, que seria propriedade das duas instituições Fundação e Município.

Uma outra possibilidade é a autarquia comparticipar unicamente com uma verba, no mínimo de 20 a  25%, entrando a Fundação com os restantes 75 a 80%.

No início deste processo, em 2009, esta intenção da Fundação ADFP construir um Hospital em Miranda foi recebida com a oposição do Bloco de Esquerda e do PCP, que se insurgiram contra essa possibilidade.

Posteriormente confirmaram-se vários investimentos em clínicas médico-cirúrgicas (hospitais privados, com fins lucrativos) em Coimbra e, curiosamente, nenhum destes dois  partidos se manifestou contra esses projetos. Publicamente , quer o PCP e o BE, só se opuseram ao projeto de investimento num hospital em Miranda do Corvo. Nunca estes partidos publicaram comunicados contra outros hospitais de instituições sem fins lucrativos como os existentes em Avelar, Oliveira do Hospital e Mealhada.

Na região há vários hospitais geridos por entidades com fins lucrativos no Avelar, Oliveira do Hospital, Tábua, Mealhada e, agora também em Cantanhede, a Misericórdia vai tomar conta do hospital concelhio.

A Fundação ADFP sabe que a construção de um Hospital/Clínica médico-cirúrgica é um investimento de alto risco que pode acarretar encargos pesados.

Numa grande cidade (Lisboa, Porto ou Coimbra) uma clínica médico-cirúrgica pode ser um investimento lucrativo, mas num pequeno concelho os riscos de insucesso são muito maiores, razão porque os hospitais existentes no Avelar, Oliveira do Hospital, Tabua e Mealhada, são hospitais antigos, todos geridos por instituições sem fins lucrativos.

Se, tal como aconteceu em 2009, os partidos como o BE e o PCP mantiverem a oposição e os grandes partidos representados no órgão autárquico (CDS, PSD e PS) não apoiarem  a construção do hospital, a Fundação abandonará o projeto.

A Fundação ADFP pretende que o município, tal como aconteceu noutros investimentos, apoie e comparticipe .

Recorde-se que o município tem apoiado a construção de lares em Miranda do Corvo, Senhor da Serra, Semide e Pereira e diversos investimentos desportivos, o último nos Moinhos, no relvado sintético, onde a Câmara vai assumir o custo quase total avaliado em 300 mil euros. No caso do relvado sintético dos Moinhos a Câmara vai assumir cerca de  90% do investimento e, no caso da instalação da Misericórdia de Semide, a Câmara e o Estado assumiram 100%.

A fundação ADFP deseja construir o Hospital, que poderá responder a necessidades de concelhos vizinhos, nomeadamente da Lousã, mas também de freguesias de Penela, Condeixa, Poiares, Góis, Pampilhosa e Coimbra.

Com a progressiva redução de investimentos do Estado no Serviço Nacional de saúde a Fundação acredita que a construção de um hospital garantiria melhores condições de acesso á saúde por parte dos residentes nestes concelhos.

A construção de um Hospital em Miranda permitiria criar algumas dezenas de postos de trabalho, desde enfermeiros a médicos e outros técnicos de saúde, sem esquecer auxiliares e ajudantes diversos.

A Fundação ADFP não quer assumir riscos, e investir milhões de euros, se for evidente que os responsáveis pelos partidos mirandenses não considerarem o investimento prioritário e se continuarem a  manifestar oposição á construção.

Estas duvidas da IPSS acentuaram-se  quando foi publico que António José Seguro foi desaconselhado a visitar a Fundação ADFP por parte de militantes socialistas de Miranda.

Os dirigentes da ADFP consideram um absurdo que socialistas mirandenses tenham apelado a Seguro para não visitar a Fundação quando este já tinha aceite o convite.

A ADFP convidou o líder socialista a visitar a instituição tal como convidou vários outros políticos. Recordamos que Passos Coelho visitou a ADFP quando era candidato a líder  do PSD, e que protagonistas políticos  como Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva , Nobre da AMI  e Carvalho da Silva da CGTP também conheceram a IPSS mirandense.

Recorda-se que nos órgãos da ADFP estão ou estiveram como dirigentes vários proeminentes socialistas como Fausto Correia, António Arnaut, Victor Baptista e Nuno Filipe.

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