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No Parque Biológico da Serra da Lousã vai abrir um alambique

Um alambique vai abrir no Parque Biológico da Serra da Lousã, ao pé da Queijaria e Fumeiro, integrado no Museu de Artes e Ofícios Tradicionais, na próxima terça dia 10 outubro.

O alambique é um equipamento usado, desde a Idade Média, na destilação de várias bebidas espirituosas, com alto teor alcoólico.

Feito em cobre, é constituído por um pote, ligado a uma serpentina de refrigeração através de um tubo conhecido como ‘pescoço de cisne’.

A destilação é feita a partir de mostos fermentados (uva ou medronho) que são colocados num pote, aquecido por fogo direto, para provocar evaporação do álcool depois de sujeito a condensação na serpentina.

Este alambique não vai entrar em produção de álcool servindo apenas como museu de uma arte tradicional e instrumento pedagógico para evaporar e condensar produtos sem álcool, teatralizando o tradicional processo de destilação de aguardente.

O Museu de Artes e Ofícios Tradicionais onde agora se integra o alambique, é um espaço museológico e oficinal que alia a preservação do artesanato de toda a região, à inclusão pela ocupação terapêutica de pessoas com deficiência, doença mental e desempregados de longa duração. Integra oficinas de conserto de calçado, olaria e vidro, vime e cestaria, tecelagem, fumeiro, queijaria e loja de venda ao público, e agora o alambique.

Constituem-se também como promotoras da formação e educação de pessoas vulneráveis, cientes do impacto "libertador", que estas componentes possuem no ser humano, contribuindo deste modo para uma sociedade mais justa e igualitária.

O Parque Biológico, onde se inclui o Alambique e o Museu de Artes e Ofícios Tradicionais, juntamente com o EcoMuseu Espaço da Mente, e o Templo Ecuménico Universalista, constitui o Trivium, dedicado à liberdade.