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Miguel Baptista apoia o projecto e vai custeá-lo parcialmente.

“Fundação ADFP pretende desenvolver Mentes Brilhantes”

“Fundação ADFP pretende desenvolver Mentes Brilhantes”

 

Miguel Baptista apoia o projecto e vai custeá-lo parcialmente.

 

"O apoio da Câmara Municipal é fundamental para o projecto chegar a todos os ciclos e a todas as escolas do concelho” afirmou Jaime Ramos, na assinatura do protocolo entre a Fundação ADFP e os parceiros do "Mentes Brilhantes", no Centro Educativo de Miranda do Corvo, dia 4 de Setembro. Sem o apoio da autarquia o projecto seria muito menos ambicioso.

Se se pudesse resumir numa palavra o "Mentes Brilhantes" a expressão mais adequada seria a de "caça-talentos". Só que o projecto é muito mais abrangente: trata-se dos alunos acederem a um ensino intensivo de conceitos em áreas delimitadas do conhecimento, numa lógica de potenciação de competências, com cursos a leccionar no Centro Educativo de Miranda do Corvo onde já está apetrechado um laboratório de ciências experimentais. Os cursos grátis estão preparados e adaptados para o nível de ensino dos alunos participantes e terão como áreas escolares fundamentais as Ciências Naturais, as Neurociências, a Matemática, a Língua Portuguesa, Psicologia Forense e o Ambiente.

Como referiu Jaime Ramos, presidente da ADFP, "sempre no espírito de um dos nossos lemas, que é o de nós não diagnosticarmos deficiências mas potenciamos e valorizamos competências e talentos".

Presentes também na sessão, Fátima Ramos, em cujo último mandato no executivo foi inaugurado o edifício e vereadores do PSD .

Na assinatura do protocolo, Jaime Ramos começou por afirmar que a ideia do "Mentes Brilhantes não é original mas sim um 'plágio' de uma boa iniciativa em Oliveira do Bairro implantada por Arsélio Pato, que visa abrir a mente a coisas novas que ultrapassam o ensino tradicional".

"A diferença entre o projecto do Instituto de Educação e Cidadania de Oliveira do Bairro (Mamarosa) , que já cobre várias escolas da Bairrada, e o nosso, é que temos um psicólogo que nos permitirá descobrir talentos”. Iremos tentar copiar e ver se conseguimos fazer melhor", concluiu Jaime Ramos.

Referiu o exemplo dos apoios da Câmara de Oliveira do Bairro e a necessidade de a autarquias de Miranda seguir o seu exemplo . Como a Fundação ADFP tem alguns recursos os apoios da Câmara de Miranda poderão ser bastante inferiores ao dinheiro que tem sido investido pelo município da Bairrada.

Pelo Centro Educativo de Miranda do Corvo, o seu responsável, prof. Gabriel Martins, agradeceu a presença de todos os parceiros, regozijando-se com o projecto que é pioneiro na vila.

 

A contribuição dos parceiros

 

Pela Associação de Pais e Encarregados de Educação , Dora Lamas realçou que  "apoiou e aderiu a esta iniciativa desde o início, porque os nossos filhos e educandos podem beneficiar destes novos conhecimentos e potenciarem o seu desenvolvimento, abrindo-se a perspectiva de alargá-lo a todas as escolas e crianças do concelho".

"É com grande regozijo que o Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo é parceiro neste projecto que vai rasgar horizontes e abrir novas fronteiras", afirmou o seu presidente. José Manuel Simões acrescentou que "saber ler os seus sinais será muito importante. Permitam-me a analogia com 1479, quando se assinou o Tratado de Alcáçovas e alguém presente traçou uma linha e disse que daqui para a frente é o nosso caminho".

O pai da ideia, Arsélio Pato, expressou contentamento em "colaborar com a Fundação ADFP de forma altruísta". "A ideia que começou há 7 anos foi a de criar um Instituto de Educação e Cidadania, responsável por todas as actividades, cuja construção e equipamento foi suportado pela Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, com um milhão de euros", realçou.

"Tudo é controlado de Lisboa e é muito importante que as câmaras e regiões participem numa nova educação, criando uma interface entre as universidades. as escolas e população, como se fez com o Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra. Não há ainda uma comunicação entre o ensino básico e o secundário, sobretudo nos meios mais pequenos", disse.

Arsélio Pato apelou a todos os parceiros para a necessidade de haver um "espírito de missão" que aproveite "a fabulosa energia das crianças", chamando a atenção para o "esbatimento das diferenças sociais e de localização geográfica quando têm aprendizagem. Tendo professor a certeza de que "os alunos que passaram por este programa chegarão mais bem preparados ao ensino superior".

O primeiro a ser citado e o último a falar, foi Miguel Baptista, tendo o edil de Miranda do Corvo garantido o apoio, seja em instalações municipais seja em termos financeiros ,embora não assinasse o protocolo já, pois adesão do municipio iria ser votada em sessão plenária no dia seguinte.

Ao manifestar o desejo de que "este é um passo firme e vai ser coroado de sucesso", Miguel Baptista manifestou vontade da "expansão do projecto a outros ciclos de ensino e outros estabelecimentos do concelho" e felicitou em particular a Fundação ADFP "pela implementação deste projecto".

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