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Mais de uma centena de crianças de todo o País lançou a 1ª pedra

Primeiro Templo Ecuménico Universalista no mundo nasce em Miranda do Corvo

Quando a maioria dos convidados da Fundação ADFP, chegou ao topo da colina do Parque Biológico da Serra da Lousã , freguesia e concelho de Miranda do Corvo, já lá estavam as 130 crianças de todo o país para o lançamento da primeira pedra, e que marcaram com as suas mãos a primeira parede .

Nascia assim o primeiro Templo Ecuménico Universalista no mundo, uma ideia de Jaime Ramos, presidente do Conselho de Administração da instituição, que agradeceu às crianças a presença num acto pleno de simbolismo, marcado para a tarde do dia 11 de setembro, numa homenagem às vítimas dos atentados terroristas contra as duas torres gémeas e ao Pentágono.

Jaime Ramos, que pediu um minuto de silêncio em homenagem a essas vítimas, sublinhou que no templo “se pregará a tolerância, o respeito pelo diferente, e contribuirá para criar um mundo fraterno e com paz” e convidou todos para a inauguração do templo daqui a um ano.

Já o Embaixador da UNESCO em Portugal, Jorge Lobo Mesquita, considerou “exemplar o trabalho desenvolvido pela Fundação ADFP, no âmbito da promoção da igualdade, do acesso à educação para todos e na luta contra a descriminação”.

Paulo Mendes Pinto, Embaixador do Parlamento Mundial das Religiões, falou à imprensa de “uma radicalização da sociedade encapotada pelo discurso politicamente correto das televisões sobre a questão dos refugiados da Síria”. Daí que, a construção de um templo ecuménico e universalista é, para Paulo Mendes Pinto, “da maior importância num momento da história nacional e internacional, em que potenciem o conhecimento e a capacidade das pessoas de diferentes religiões para estarem lado a lado”.

“No mundo – concluiu – há vários espaços que mostram a dimensão histórica das religiões. Aqui a religião é posta enquanto vivência social e não como parte da história”.

O principal objectivo deste projecto ecuménico é, segundo a Fundação, aproximar as diferentes convicções e manifestações de fé entre os homens, tentando assim responder às orientações do Papa Bento XVI, promovendo o encontro e o diálogo entre as várias religiões, incluindo os ateus .

Edificado no cimo de uma colina, numa área cercada pela floresta , maximizando o contacto das pessoas com a natureza, o templo tira partido da vista natural da Serra da Lousã criando uma sinergia entre fiéis e natureza. Será também visto desde Penela à Lousã, incluindo áreas dos concelhos de Poiares e Penacova .

Outra razão pela qual foi escolhida a localização no topo da colina , é também o acesso condicionado ao local, o qual só é visitável “por opção”, visto que não se encontra em zona de passagem para parte alguma. Ou seja, só é visitável por quem se dirige propositadamente ao local.

Só este local reunia estas condições para construção deste templo .

Jaime Ramos informou que há a intenção de criar circuitos pedonais entre o Templo e o Parque Biológico para fazer-se um percurso com pontos de descanso, ao longo dos quais se poderão ler frases de filósofos, teólogos e pensadores universais , que suscitem , em cada visitante uma reflexão profunda, sobre si mesmo e os outros.

O templo insere-se na zona mais elevada deste local, com um formato de pirâmide com base quadrangular e com cerca de 13,40 metros de altura, e as mesmas dimensões do Templo de Salomão.

Esta pirâmide encontra-se circundada por percursos exteriores que levam à introspecção, um deles conduzindo diretamente à entrada da pirâmide e outros curvilíneos em alternativa para uma deambulação mais pausada. O interior da pirâmide é composto por uma sala ecuménica reservada para a oração/meditação e uma área simultaneamente de circulação e exposição. A sala ecuménica é em forma de círculo com o tecto com uma cúpula, que permite a entrada de luz natural, pelo vértice da pirâmide que será em fibra de vidro, com alta resistência à tração, flexão e impacto e facultando algumas perfurações. No pavimento dessa mesma sala circular, no interior da pirâmide é desenhado um labirinto, como uma analogia aos labirintos dia Templários . Este labirinto simboliza um percurso “dificultado” até ao centro da sala, onde se encontra uma pedra que representa a natureza na sua forma mais bruta . Ao trilhar o caminho até ao centro da sala provoca uma “demora” no percurso, que apela à reflexão/meditação.

Com um custo previsto de 300 mil euros, a Fundação ADFP tenta obter financiamento europeu.

A meio da manhã, Jaime Ramos guiou os convidados, entre os quais se encontrava o Embaixador e Presidente substituto da Comissão Nacional da Unesco, Jorge Lobo Mesquita; o Embaixador no Parlamento Mundial das Religiões, Paulo Mendes Pinto; António Veiga Simão, vice presidente da CCDR; Cristina Milagre, representante do Alto Comissário para as Migrações; Glória Carvalhais, Coordenadora da zona Norte e centro do Programa Escolhas; Dr. Joaquim Ramos de Carvalho, vice-reitor da Universidade de Coimbra; numa visita às valências do Centro Social Comunitário, antes de breve visita ao Parque Biológico da Serra da Lousa e Espaço da Mente.

O almoço no Restaurante Museu da Chanfana, contou já com a presença do Presidente da Câmara, Miguel Baptista e de João Mourato, Presidente da Assembleia Municipal, Fernando Araújo presidente da Junta de Freguesia, bem como vereadores, deputados, amigos, dirigentes e funcionários. Estiveram presentes algumas representações de comunidades religiosas cristãs e budistas .

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