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José Paulo Oliveira perspetiva cooperação no âmbito da Guiné-Bissau

Presidente e CEO do OLAE visitou Fundação ADFP

O Presidente e CEO do Observatório Lusófono de Atividades Económicas (OLAE) José Paulo Oliveira, após uma visita à Fundação ADFP, perspetivou ações de cooperação com a instituição mirandense, no âmbito da Guiné-Bissau, durante um almoço de trabalho com Jaime Ramos, Presidente do Conselho de Administração e técnicos da instituição, no Restaurante Museu da Chanfana.

À chegada ao Centro Social Comunitário, João Paulo Oliveira vinha acompanhado da Diretora de Projetos Sociais, Dr. ª Idalina Oliveira, e pelo diretor do curso de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona, Paulo Mendes Pinto, sendo recebidos pela Dr. ª Nancy Rodrigues, do Gabinete de Imagem e Parcerias, e pelo vice-presidente Quirino São Miguel, que os levou a visitar as principais valências da sede da instituição e, depois do almoço, o Espaço da Mente e o Templo Ecuménico Universalista.

“Não conhecia a instituição – disse José Paulo Oliveira – que tem que ser enaltecida pelo seu projeto de integração social. É de realçar também que muitas vezes aquilo que se faz de bem feito em Miranda do Corvo teria muito maior visibilidade em Lisboa, merecendo uma divulgação de âmbito nacional”.

“A perceção com que fiquei é a de um enorme lado bom, uma comunhão muito grande com a maioria das pessoas, que sentem a instituição como algo que é delas, um sentimento de pertença”, afirmou ainda.

“Estou aberto e absolutamente empenhado em ajudar a Fundação em tudo aquilo que estiver ao nosso alcance, pelo muito e bom trabalho que está a ser feito”, concluiu.

A génese do OLAE e a cooperação entre a Fundação ADFP e a UNDEMOV

Na génese da formação do OLAE, encontra-se um grupo de alunos e professores de Economia que sentiram a necessidade de aplicar, na prática, alguns dos conceitos teóricos apreendidos nas aulas e que, em 2006, iniciaram o desenvolvimento do ICCREP (Índice de Competitividade Cambial Real da Economia Portuguesa).

Em 2007 o OLAE foi reconhecido pela ULHT (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias) como Centro de Investigação ligado à Faculdade de Economia e Gestão (atual ECEO), e ainda como unidade de negócio. Realizam-se então os primeiros projetos internacionais e a expansão para Moçambique, bem como a adjudicação de projetos empresariais de grande alcance.

A Fundação ADFP firmou em Maio de 2016, com o apoio do Governo guineense, uma parceria com a UNDEMOV (associação nacional da Guiné de pessoas com deficiência motora ou neurológica). Assim, 7 guineenses estão desde então a fazer formação profissional e cívica, durante dois anos, estudando a experiência da ADFP, para depois regressarem à Guiné Bissau e tentarem criar iniciativas sociais sustentáveis e inclusivas que deem resposta à necessidade de pessoas com deficiência.

O objetivo é transformar estas pessoas com deficiência em agentes locais de desenvolvimento que possam seguir o modelo da Fundação ADFP: Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional.

A pobreza da sociedade e as fragilidades do estado social da Guiné Bissau colocam as pessoas com deficiência em situações de extrema pobreza que só se alterarão se aprenderem a mobilizar-se para assumir um papel económico que lhes garanta rendimentos mínimos e ocupações dignas.



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