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Jaime Ramos apresentou em Lisboa a Fundação ADFP

Seminário “Intervenção das Fundações na Área Social”

“O lema da nossa Fundação é 'investir em pessoas', com inclusão daquelas com deficiências e doença mental, apostando no convívio intergeracional, tendo como principais objectivos a assistência e a solidariedade, numa lógica de reforço da coesão social, que cria emprego para pessoas vítimas de exclusão e promove o desenvolvimento local”, afirmou Jaime Ramos, presidente do Conselho de Administração, no seminário “Intervenção das Fundações na Área Social”, que decorreu em Lisboa, a 22 de Outubro.


Falando na sede da Fundação Portuguesa das Comunicações, no painel “Combate à exclusão social”, Jaime Ramos começou por definir a Fundação ADFP como uma “IPSS (Instituição Privada de Solidariedade Social), sem fins lucrativos, reconhecida de Utilidade Pública desde 2009, sediada em Miranda do Corvo, com Centros Sociais em quatro das cinco freguesias do Concelho e um Fórum Ocupacional para doentes mentais em Coimbra”.


Para uma “resposta integrada aos doentes mentais graves”, sublinhou, desenvolve o projecto “Diferentemente/Igualmente”, com serviços domiciliários, ocupacionais e residenciais.
Jaime Ramos focou também a aposta no convívio inter-gerações, na integração dos diferentes grupos sociais e na inclusão laboral, que “é evidente no dia-a-dia do centro social sede, comunidade onde residem 260 pessoas de todas as idades”: “é um local onde nascem crianças e morrem 'muito-idosos', tendo residentes com mais de cem anos”, acrescentou.


Outro dos pontos focados foi o de que “cerca de 20 por cento dos trabalhadores são pessoas com necessidades especiais, que lideram alguns postos chave na hierarquia funcional”:”a área económica e financeira é chefiada por pessoas com deficiências graves”, exemplificou Jaime Ramos.
 

“Os residentes convivem com os habitantes da comunidade urbana envolvente e que recorrem diariamente ao centro sede para alguns serviços, o qual concilia valências residenciais para internos, serviços de externato para a comunidade e é base de serviços porta-a-porta de cultura, sociais e de saúde, que servem oito concelhos do distrito de Coimbra”, especificou.
 

Conhecido como Centro Social Comunitário, apoia 260 residentes, de crianças, jovens, pessoas com deficiência e/ou doença psiquiátrica, doentes crónicos, até mulheres vítimas de maus tratos, e idosos, tendo 3400 utilizadores regulares.
 

“Até ao final do ano, a ADFP ultrapassará os 320 residentes com a conclusão da residência Cristo Redentor, no Senhor da Serra, terra vizinha de Coimbra, onde nasceu o Prof. Ferrer Corrreia”, anunciou Jaime Ramos.
 


Fundação ADFP virada para o futuro



Após detalhar os serviços de internato e os de “externato” abertos à comunidade envolvente e os serviços porta-a-porta em seis concelhos, Jaime Ramos revelou que foi o projecto “Diferente/Igualmente” e a vontade criar postos de trabalho e actividades ocupacionais para vítimas de exclusão que “levou a implementar o Parque Biológico da Serra da Lousã”, aberto ao público em 2009, e que em Setembro ultrapassou a barreira dos 30 mil visitantes, com o objectivo de “reforço da coesão social, criação de emprego para excluídos, promoção da biofilia e da paixão pela natureza, com criação de riqueza pelo turismo e venda de produtos regionais”, disse.


Trata-se de “garantir a sustentabilidade económica deste negócio social, permitindo manter os postos de trabalho, o apoio social e a sensibilização para a preservação ambiental”, afirmou, de um projecto onde trabalham ou têm actividades ocupacionais 66 pessoas.


O reconhecimento do trabalho da Fundação ADFP por personalidades, como o Presidente da República ou o Alto Comissário para o Ano Internacional do Idoso, os prémios nacionais e internacionais, seja a nível do investimento humano ou da acção social, também foram mencionados por Jaime Ramos que, recorde-se, na qualidade de presidente do Conselho de Administração foi galardoado como dirigente Social de 2010 pela Socilgest.
 

Quanto ao futuro, Jaime Ramos falou do Projecto Residencial para o Planalto do Ingote, em parceria com a Câmara Municipal de Coimbra, para idosos, cuidados continuados e reabilitação para pessoas com deficiência, jovens e crianças. Outro, com o apoio dos municípios da Lousã, Miranda do Corvo e Penela, será a concretização do Hospital dos Vales dos rios Ceira e Dueça. E só para 2010, referiu a inauguração em Novembro da Residência do Cristo Redentor (60 pessoas) e Creche (30 crianças), no centro Social do Senhor da Serra. No futuro, o mesmo incluirá um Centro/Fórum Ocupacional para pessoas com deficiência ou doença mental. E ainda o lançamento da construção de uma residência para pessoas com doença mental (26).


O presidente da Fundação ADFP anunciou que se está a ultimar o projecto do Hotel, no âmbito do projecto Parque Biológico/Quinta da Paiva, e se prevê a construção no futuro do Museu de Miranda e do Museu do Mel.
 

Em jeito de conclusão, Jaime Ramos resumiu as especificidades da cultura organizacional da Fundação ADFP, entre as quais, só para citar algumas, a independência político-partidária ou religiosa, o trabalho em regime de voluntariado não remunerado por parte dos seus dirigentes, a vocação para a defesa da igualdade de sexos/género incentivando a tolerância étnica eas sinergias entre qualidade, bondade e trabalho benévolo, recusando a ideia de cliente e cultivando a de utente ou beneficiário.

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