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Gracinda Assunção Lobo fez 100 anos no sábado

Fundação ADFP festejou aniversário de utente

Utente da Residência Gratidão, Gracinda Assunção Lobo completou um século de existência, e a Fundação ADFP celebrou o seu aniversário centenário com um almoço convívio para os familiares, colaboradores e dirigentes da instituição, dia 15 de Março.

Natural de Serra do Carvalho (Ceira), Gracinda Assunção Lobo, que tem duas filhas, três netos e três bisnetos, nasceu a 15/03/1914, e aos 23 anos, após o seu casamento, foi residir para Coimbra, inicialmente na Casa Branca e posteriormente para o antigo Bairro Marechal Carmona (actual Bairro Norton de Matos). O segredo da sua longevidade?

“Sei lá, vai-se vivendo, tenho sido muito feliz e tenho muitos amigos”, afirmou Gracinda Lobo, ainda lúcida, recordando que ao longo da vida “tenho trabalhado muito, nunca fui daquelas pessoas de fazer pé-de-vento por qualquer coisa, sempre fui muito calma”.

Quando lhe perguntam se teve uma alimentação especial, Gracinda Lobo responde que “sempre gostei de comer de tudo, não sou fidalga, só não gosto é de leite”.

Uma das filhas, Lurdes Marques, que ainda nasceu na Casa Branca, embora tenha vivido no Bairro Marechal Carmona, lembra que a mãe era dona de casa e “ia levar o almoço no cestinho ao meu pai, que trabalhava nos correios” e que “sempre foi boa pessoa, muito calma, muito metida na sua vida”.

“Nós vivíamos pertinho dela, que cuidava dos meus filhos, pois trabalhávamos ambos fora”, acrescenta.

Filho de Lurdes, Fernando Marques, que é coordenador da Formação Profissional da Fundação ADFP, é um dos três netos:

“A minha avó sempre foi excelente, muito calma, e teve uma quota-parte grande na minha educação, já que os meus pais trabalhavam na restauração e chegavam tarde. Eu passava muito tempo com ela, que nos fazia o almoço, mas também jantava muitas vezes e dormia com ela””, recorda.

Fernando Marques lembra-se que a avó “era uma pessoa que nos estabelecia horários, regras, trabalhos de casa, mas era muito compreensiva, dava-nos margem de manobra, era uma pessoa muito especial”.

Gracinda Lobo, como recorda a filha Lurdes, ainda mantém lucidez suficiente para, de vez em quando, ler o jornal. Feliz, rodeada pelos familiares e amigos, mas também por funcionárias e dirigentes da instituição, como Quirino São Miguel ou Graça Fachada, comeu com apetite e até pediu e teve direito a um copo de vinho. Sorridente e afável, ouviu os seus colegas de residência cantarem-lhe os parabéns, apagou as velas que lhe levaram à boca, e aplaudiu com entusiasmo. Afinal, não é todos os dias e não é para todos chegar aos 100 anos de vida.

Em Janeiro de 2012, Gracinda Lobo integrou a Unidade de Longa Duração e Manutenção da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, que faz parte da Residência Gratidão.

A Residência Gratidão foi a 1ª Residência Assistida do país,que abriu em Novembro de 2000 e nasceu da necessidade de dar resposta a inúmeros casos de doentes, idosos, dependentes e com graves limitações mentais, nomeadamente doentes de Alzheimer e outras demências senis, vítimas de marginalização, devido à sua grande dependência e perda de autonomia.

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