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Fundação ADFP “Uma ideia cristã de fraternidade”

Jantar de Natal da Fundação ADFP


Com um Salão de Festas lotado para o jantar natalício da Fundação ADFP de Miranda do Corvo, o presidente do Conselho de Administração, Jaime Ramos, deu as boas-vindas aos presentes cerca de 400 convidados falando de “uma ideia cristã da fraternidade”, que tem norteado os 26 anos da ADFP a investir em pessoas, com bondade.

Na presença do atual presidente da autarquia, Miguel Baptista, e da anterior, Fátima Ramos, Jaime Ramos elogiou a contribuição de todos, funcionários, técnicos, dirigentes e colaboradores neste trabalho de cuidar do outro que “exige competência técnica e científica, na resolução de problemas aliados a carinho e bondade”, inspirado no humanismo cristão.

Jaime Ramos caracterizou a instituição de uma forma geral, focando alguns aspectos em especial. Como por exemplo o papel da Formação Profissional “na qualificação das pessoas especiais com vista a uma melhoria das suas condições de vida, através da integração social e laboral”.

A “cultura da inclusão” praticada pela instituição, também foi salientada por Jaime Ramos, ou não fosse a presença de pessoas com deficiências várias em papéis de máxima importância na hierarquia

“Na sede, onde nascem e morrem pessoas, também cuidamos das pessoas com deficiência e doença mental”, acrescentou.

Após referir-se à Ordem dos Hospitalários  e ao seu símbolo Cruz Branca, como motivos inspiradores, Jaime Ramos falou de três vetores da instituição que lidera: “criamos valor económico, criamos emprego, produzimos riqueza”. "Somos uma instituição que cria desenvolvimento inclusivo ", disse. 

O investimento da Fundação em termos turísticos, agrícolas e florestais foi também considerado mais um contributo “para nos tornar-nos menos dependentes do Estado, criando receitas próprias". 

“Nós não somos uma IPSS igual a todas as outras" afirmou salientando alguns aspectos caracterizadores: trabalho em prol da coesão social, sustentabilidade ambiental e financeira, através da inclusão, inspirada no humanismo, através de uma eficaz gestão de recursos”, disse ainda Jaime Ramos. Como cultura da ADFP salientou que não se limita a diagnosticar deficiências apostando em descobrir talentos em pessoas com desvantagens.

Outro dos aspetos salientados foi o contributo da fundação para a natalidade, com medidas de apoio à maternidade, uma das que fazem com que a instituição, uma ONG, seja “uma entidade livre, comunitária, que responde às necessidades do território”. A Fundação atribui 500 euros pelo nascimento do primeiro ou segundo filho e 1000 se for o terceiro de um trabalhador/a.

A Fundação ADFP é como uma Arca de Noé

A visita de Joaquina Madeira à instituição serviu para Jaime Ramos recordar a sugestão de nomear a Fundação de “Arca de Noé”, sublinhando que “temos connosco 390 pessoas residentes”, e anunciar o projeto de lançamento de um livro “com histórias dos campeões da instituição”. A Fundação e uma fábrica de campeões que transforma pessoas com desvantagens em colaboradores de grande qualidade. Estes campeões possuem histórias de vida, de luta, de tenacidade e de trabalho que devem ser publicitados para servirem  de exemplo a todos nos. 

Por fim enumerou os projetos de futuro da Fundação ADFP: o Lar de Apoio para jovens com deficiência na sede, a Residência Bondade no Senhor da Serra, a Queijaria e fumeiro e o espaço da Mente no museu do Parque Biológico da Serra da Lousã, o Hotel do Parque, todos a inaugurar em 2014, além do Hospital, do Museu do Mel e do Templo Universalista e Ecuménico a iniciar a construção em 2014. 

Teimou a agradecer a presença do presidente da Câmara Municipal, Miguel Baptista, “por estar aqui comigo neste jantar especial, sinal da continuação das boas relações que sempre temos mantido com a autarquia nos últimos 12 anos em nome do progresso e da alegria de continuarmos a dar as mãos”.

Miguel Baptista, por sua vez, começou por sublinhar a aposta de Jaime Ramos “em alguns projetos de risco como o do hospital, que a autarquia ira apoiar. Forte contributo para o desenvolvimento de Miranda do Corvo”, reforçando que “vamos dar continuidade a esta cooperação futuramente”.

Miguel Baptista congratulou-se com “a felicidade e alegria que transparece nas pessoas presentes ”, e a todos desejou um bom natal e ano novo.

Durante o jantar foram várias as intervenções de membros do Conselho de Estratégia, como Vítor Baptista, que elogiou “a grandeza e o trabalho da instituição em prol da humanidade”, considerando Jaime Ramos, “um grande homem com uma obra só comparável à do Bissaya Barreto”. Ou do Conselho Geral de Fundadores, como o seu vice-presidente Carlos Ferreira, que falou de uma instituição “destinada a crescer e a fazer todos os dias, um natal”.

Ou ainda o Padre Armando Duarte  e Nuno Filipe, presidente do Conselho Fiscal, que se referiu à instituição como “uma obra de referência nacional onde se nota a ação notável de Jaime Ramos”.

Depois uma crítica severa ao “capitalismo financeiro e selvagem que vigora”, Nuno Felipe concluiu afirmando que “são instituições como esta que dão esperança a um socialista como eu”.

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