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Em visita às plantações da Fundação ADFP no Cadaixo

Idosos do Centro Social de Lamas

Um grupo de idosos, na maioria mulheres, do Centro Social de Lamas, teve a oportunidade de visitar as plantações de hortícolas e frutíferas da Fundação ADFP, num terreno de 2,7 hectares, no Cadaixo, que fornece produção para o armazém da instituição, abastecendo todas as valência, incluindo o Centro Infantil e o Restaurante Museu da Chanfana, dia 13 de Julho.

Os terrenos incluem duas estufas de 500m2 cada uma, que vão permitir a produção ao longo das 4 estações. A Fundação, com estas iniciativas, cria emprego e torna-se mais independente economicamente.

Nesta plantação praticamente biológica (só nos tomates é que se dá um toque por causa do míldio) os atuais cinco trabalhadores, desempregados de longa duração beneficiando de programas com o Centro de Emprego, fazem a apanha às 2ªs e 6ªs, enquanto à terça, quarta e quinta-feira procedem à manutenção.

Escusado será dizer que os idosos estavam encantados com a pujança das hortícolas, já que as mulheres todas elas tinham feito agricultura e até vinho, ouvindo as explicações do Eng. Vítor Araújo, responsável por todo o setor agropecuário da Fundação ADFP que, no verão, torna a instituição auto-suficiente em termos alimentares.

“Temos um depósito grande, com água que vem de um furo no terreno, e que vai servir para plantarmos castanheiros num souto e também aveleiras”, afirma este homem do Minho apaixonado por aquilo que faz.

“Contamos ter em breve um sistema de rega gota a gota, por enquanto a rega é feita duas vezes por semana, o que é bom para a horta”, acrescenta.

Neste terreno pode-se ver-se também um apiário já muito razoável, esperando-se para breve a construção de uma casa de madeira, pré-fabricada, onde futuramente residirá um casal para tomar conta da plantação.

Todos os produtos são depois postos em caixas e pesados. E que produtos? Um sem fim deles, a começar por feijão francês, feijão de metro, feijão rasteiro catarino, tomate coração de boi, tomate maçã, tomate chucha, tomate cereja, couve bacalá (repolho), couve roxa, couve lombarda, couve- flor, couve serrana, feijão helda de trepar, alho francês, pimento verde do qual se faz pimento vermelho, meloas, melões, alface que já passou (o resto vai para os animais), repolho, beterraba de mesa, courgettes, espinafres, abóboras, abóboras-meninas, chila, salsa, a couve de nabos, que é doce, e nabiças, que são azedas, couve de grelos, cebolas. Só coentros, cenoura e melancias é que não se dão bem neste terreno arenoso, com metro e meio de fundura de terreno arável

Após uma visita completa aos terrenos, uma das senhoras comentou:

“Gostamos muito e gostamos de ver até porque nós todas já fizemos isso”.

Orgulhoso do trabalho realizado, o Eng.º Vítor Araújo revela:

“Só na última colheita de Junho consegue-se tirar 1300kg de produto, sendo que fazemos 9 entregas por mês”.

Recorde-se que estes terrenos com quase 3 hectares, estavam abandonados e cheios de silvas há décadas, sendo a sua produção mensal agora de 11.700 kg de hortícolas. A Fundação, que é atualmente proprietária de quase 110 hectares de terrenos de construção, agrícolas e florestais, dos quais cerca de 80 na área do concelho de Miranda, tem adquirido estes terrenos graças a poupanças que tem gerado, fruto de uma gestão rigorosa. A área de produção agrícola e florestal integra ainda serviços de viticultura, jardinagem, pecuária, centro hípico e manutenção do Parque Biológico da Serra da Lousa possuindo dois técnicos: Victor Araújo e Pedro Faria com coordenação de Fernando Marques.

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