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Dois dias de trabalho com balanço extremamente positivo

Ministro no 4º Encontro Anual dos Centros e Clubes da UNESCO em Miranda do Corvo

Após a abertura do 4º Encontro Nacional dos Centros e Clubes da UNESCO, no Hotel Parque Serra da Lousã, com a presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, da Embaixadora da UNESCO, Ana Martinho, e da Secretária Executiva, Rita Brasil de Brito, e do Dr Jaime Ramos como anfitrião, o balanço dos dois dias de trabalho, 16 e 17 de Setembro, foi considerado extremamente positivo.


No encerramento do encontro, Anna Ormeche, coordenadora dos Centros e Clubes UNESCO, fez um balanço “extremamente positivo” e disse que já sabia da sua dedicação pois acompanha-os ao longo do ano e conhece o trabalho que vão desenvolvendo:

“Uma coisa é participar num ou noutro evento e ver o trabalho que eles nos apresentam nos seus relatórios, outra coisa é ver a interação que se cria aqui, a partilha que ficou patente. De facto acho que o único balanço que se pode fazer neste encontro é muito significativo, e agradeço também à Fundação ADFP que nos tivesse cedido o seu espaço, que é um palco ímpar para tantos e bons valores que nós partilhamos”.


Neste encontro estiveram presentes 22 Centros e Clubes da UNESCO de todo o país, o que deu a possibilidade a todos de se inteirarem dos trabalhos de cada um, a começar pelo anfitrião Clube UNESCO Trivium da Fundação ADFP e a terminar com a apresentação do Clube UNESCO Dança.


O destaque foi também para a Federação Portuguesa das Associações, Centros e Clubes UNESCO, em que o presidente da nova Direção recém- eleita, Aires de Carvalho apresentou propostas para o futuro. Entre elas a adoção de uma estratégia que passa principalmente pela divulgação da informação a nível regional em todo o país. Acresce que Ana Paula Ormeche também apresentou uma comunicação sobre a UNESCO, a Agenda 2030 e os objetivos do desenvolvimento sustentável.


Aliás, o desenvolvimento sustentável foi citado várias vezes nas comunicações dos Clubes e Centros UNESCO e sobretudo nos discursos de Augusto Santos Silva e Ana Martinho.


Mas o arranque deste encontro da UNESCO começou com palavras do anfitrião, o presidente do Conselho de Administração da Fundação ADFP.


Depois de caracterizar a Fundação, com as suas valências, sublinhou a filosofia intergeracional da instituição, “desde os bebés que aqui nascem aos muito idosos que aqui morrem”, confirmando que residem na instituição quase 500 pessoas e sublinhando o acolhimento dado a 50 refugiados da Síria, Sudão, Iémen e Curdos.


Jaime Ramos deu grande ênfase ao trabalho voluntariado na Fundação, considerando os voluntários “pessoas que trabalham connosco e vêm da comunidade e por isso são importantes, como olheiros críticos que vigiam o funcionamento interno da instituição”.


O aspeto financeiro do voluntariado foi amplamente destacado por Jaime Ramos:

“Eles significam muito dinheiro para a instituição, nas contas de 2015 calculamos o valor do trabalho desses voluntários a preços normais no mercado não especulativo, a preços até mais baixos no mercado, e deu-nos um valor de 500 mil euros. Valor que foi oferecido em espécie, em trabalho, por estes voluntários”.


“Basta nós todos os anos conseguirmos poupar os 500 mil euros oferecido pelo trabalho dos voluntários para termos uma capacidade anual de fazer investimento”.


“Finalmente, – acrescentou- embora sejamos uma fundação laica, trabalhamos para promover valores civilizacionais humanistas. Colaboramos com a UNESCO e criámos o Clube Trivium, que inclui o Templo Ecumênico Universalista, destinado a promover a tolerância, o respeito pela diferença para um diálogo para a paz”.


“A UNESCO é uma das principais realizações da nova ordem internacional”


Já o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, justificou a presença porque “valorizamos muito o vosso trabalho e a forma como o fazem, e os resultados do que fazem. Entendo que a Unesco é uma das principais realizações da nova ordem da nova ordem internacional, nascida do fim da 2ª guerra mundial”.


O Ministro referiu um dos princípios fundadores da UNESCO, “a ideia que nós devemos todos tentar construir fundações sólidas, para a paz e para o desenvolvimento, a UNESCO chama-lhe, numa frase muito célebre, baluartes, temos que conseguir alicerces, condições sólidas, para a paz e o desenvolvimento, e a maneira mais eficaz que temos de construir essas condições, é de trabalhar nas grandes áreas, que nos anos 40 e 50 se chamavam o Espírito, isto é, nas áreas da educação, da cultura, da ciência, da comunicação e da informação”.


Depois de referir que “a ideia de partilha de conhecimento é uma ideia também, básica, no cúmulo da UNESCO”, Santos Silva falou da Agenda 2030 que Portugal assinou:

“O que ela nos diz é que todos nós estamos em processo de desenvolvimento, que por definição é um processo marcado pela incompletude, todos nós precisamos de nos mobilizar para cumprir os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável”.


Ainda na sessão de abertura coube a vez da Embaixadora Ana Martinho, presidente da Comissão Nacional da UNESCO, após agradecer a presença de Santos Silva, que considerou “um estímulo para o nosso trabalho de coordenação das redes nacionais, que contribuem para a defesa e valorização dos valores da UNESCO”, Ana Martinho fez um agradecimento formal a Jaime Ramos, pelo convite da Fundação, através do Clube UNESCO Trivium, em acolher o encontro:

“Estamos aqui num local afinal impregnado desses valores humanistas da UNESCO, e é nesse contexto de abertura e tolerância, que também gostaria de saudar, pelo seu significado. Sobre a inauguração no domingo do Templo Ecuménico, com a sua inspiradora arquitetura e bela localização, eu penso que ele se encontra aqui a olhar cá para baixo, por entre as árvores, de uma forma sustentável. Temos pois através da nossa união e ação, de constituir um mundo inclusivo e aberto”.


“Todos têm o direito e o dever de participar no destino comum da humanidade. A nossa preocupação são os mais desprotegidos, o desafio é passar da teoria, importante e necessária aos atos concretos e tangíveis. É a mensagem da UNESCO sobre o novo humanismo e é extremamente gratificante verificar que, quer a Fundação ADFP, quer as estruturas que acolhem os Clubes e Centros UNESCO, põem em prática estas premissas”, concluiu.


Durante os dois dias do encontro, os participantes tiveram a oportunidade de visitar a Sede da Fundação, o Museu Espaço da Mente e o Templo Ecuménico Universalista.


No final do encontro Jaime Ramos agradeceu o trabalho da Dra. Nancy Rodrigues na organização deste encontro e na dinamização do Clube Trivium. O líder da fundação estava satisfeito por no espaço de uma semana dois importantes ministros e uma secretaria de Estado se terem deslocado a Miranda para atividades dinamizadas pela ADFP o que revela a importância e o reconhecimento a nível governamental da instituição.

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