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Doentes mentais com mais áreas para atividades lúdicas

Fundação ADFP cria novas salas de convívio

No processo de reintegração dos doentes mentais provenientes do Hospital do Lorvão e do Centro de Recuperação de Arles, a Fundação ADFP remodelou 4 salas do Centro Social Comunitário (antigos ATL) para atividades lúdicas e recreativas destinadas a cerca de 40 doentes instalados na Residência Esperança (Godinhela) que até agora conviviam no Salão de Festas, bar ,ginásio, biblioteca e no refeitório do centro social comunitário.

Uma das salas é para convívio, destinada sobretudo aos doentes que não se interessam por qualquer tipo de atividade devido à deterioração mental.

As outras três salas destinam-se a incentivar trabalhos manuais e artísticos, como a pintura e o desenho, manuseamento de papel, modelagem e jogos lúdicos.

Todas as salas dispõem de um monitor/ animador sociocultural integrando uma equipa técnica com técnicos de serviços social, psicólogos, médicos de clínica geral e  psiquiatria, terapeutas e enfermeiros.

Salientamos que nos serviços destinados a estes doentes mentais há três equipas de enfermagem em permanência, 24h por dia, e ainda uma quarta equipa a tempo parcial.

Estas novas salas, bem como uma área em sótão do primeiro andar para ser usada nos dias de chuva, permitirão um trabalho ainda mais humanizado e individualizado.

Há muitos anos que estes utentes não tinham este tipo de atividades, que os vão ajudar a passar o tempo, a estar melhor ocupados e   a incentivar a manutenção das suas capacidades cognitivas, mesmo que nalguns casos já muito degradadas.

Ao longo dos anos a Fundação ADFP tem assumido a missão de investir em respostas de saúde e sociais adequadas às necessidades das pessoas com doença mental grave.

Assim, decidiu colaborar com o SNS (Serviço Nacional de Saúde) e com o CHUC (Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra) no objectivo de pôr fim aos internamentos hospitalares do tipo asilar, com grades nas janelas e portas fechadas, inaceitáveis numa sociedade humanizada segundo os padrões europeus.

Com 25 anos ao serviço da solidariedade, a Fundação ADFP não só adquiriu larga experiência no âmbito do apoio à doença mental, como tem sido inovadora na humanização dos cuidados a doentes mentais graves, investindo na sua integração e reabilitação.

A maioria destes doentes residem em oito apartamentos tipo T3, na Residência Esperança, na recta da Godinhela. Os restantes estão instalados em três outras residências, com características adaptadas á  autonomia  e necessidades especiais dos utentes.

Para além destes residentes, a Fundação dá respostas sociais a pessoas com doença mental utentes do CAO (Centro de Actividades Ocupacionais), do Fórum Sócio Ocupacional, formandos de cursos de formação profissional, trabalhadores em emprego protegido e em empresas de inserção, e ainda residentes na UVA (Unidade de Vida Apoiada), na Residencial Coragem, do Centro Social Comunitário e  na Residência Igualdade em Rio de Vide.

A Fundação ADFP devido à estratégia integradora que promove com pessoas com deficiência ou doença mental já obteve em 2010 e em 2012 o Primeiro Premio nacional de Hospital do Futuro, na categoria de serviço social.

Também a Embaixada dos Países Baixos e o Instituto de Corporate Governance atribuíram á ADFP o primeiro prémio nacional Damião de Gois pela integração que o Parque Biológico da Serra da Lousa promove com pessoas com necessidades especiais, nomeadamente doentes mentais.

A Fundação ADFP sabe que as pessoas com doença mental não são iguais, pelo que, de acordo com as suas características individuais, usa diferentes residências e diversas estratégias ocupacionais adequadas a cada doente, tentando valorizar o seu potencial.

A Fundação ADFP apoia mais de uma centena de doentes mentais na sua maioria usando serviços e valências integradoras, que servem outro tipo de população, incluindo deficientes físicos e motores, crianças, jovens e mulheres vítimas de exclusão social e violência doméstica.

Estes doentes já utilizam serviços instalados em três das cinco freguesias do concelho, aproximando as respostas sociais da comunidade.

Numa visita em 2012 a Miranda do Corvo o Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, declarou à comunicação social que o trabalho realizado pela ADFP com pessoas com doença mental não é só uma referência nacional como está ao nível  dos melhores padrões internacionais.

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