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Dia Mundial do Refugiado assinalado na Fundação ADFP

Vinte e sete (27) refugiados sírios e sudaneses estiveram no Templo Ecuménico Universalista

O Dia Mundial do Refugiado, instituído em 2000 pela ONU e comemorado a 20 de junho, foi assinalado pela Fundação ADFP de Miranda do Corvo, com a ida dos 27 refugiados sírios e sudaneses que acolheu até agora, ao Templo Ecuménico Universalista que a instituição concebeu e realizou.

Acompanhados por Paula Santos e pelo psicólogo Hugo Vaz, que se ocupam dos refugiados da Fundação, e alguns técnicos, os refugiados visitaram o interior do Templo, onde ouviram a mensagem de acolhimento do representante da instituição, o Eng.º Lídio Gonçalves, membro do Conselho Geral, da qual destacamos:

“A maior parte de vós já vai conhecendo esta ‘Casa’ e começa a perceber a razão da sua existência – “investir em pessoas”, de uma forma solidária e fraterna, independentemente da sua raça, cor e religião”, afirmou.

Após sublinhar que a maior parte “fugiu da guerra”, Lídio Gonçalves considerou que “temos consciência plena que para trás ficou muita dor, e mesmo agora muito sofrimento, mas também sabemos que apesar de tudo estão vivos, tiveram um país e um porto de abrigo que vos acolheu de braços abertos, para que os vossos sonhos, e acima de tudo a esperança, continue bem acesa nas vossas mentes, mas principalmente nos vossos corações”.

 

“A seguir à tempestade, vem a bonança”

 

Após citar um provérbio bem português - “a seguir à tempestade, vem a bonança”- o dirigente da Fundação acrescentou:

“Imaginamos as vossas ‘tempestades’ mas estamos certos de que, com a vossa colaboração e a ajuda desta comunidade viva e diversificada que é a nossa Fundação, vocês podem de novo voltar a ter alegria e continuar a vossa felicidade, de acordo com as vossas escolhas”.

Depois de pedir aos refugiados para que nunca percam a “esperança, porque só perde quem desiste”, Lídio Gonçalves reconheceu “que já deram grandes provas de não querer desistir da vida, por isso lutem por ela com todas as forças”. 

“Não foi por acaso que vos trouxemos hoje a este lugar. O monte para nós é sítio de meditação, reflexão e oração, por isso a nossa Fundação ergueu em homenagem àquele tríduo de palavras tão falantes, este Templo”, esclareceu:

“Mas o monte, sítio alto, normalmente sítio de beleza do Criador, alarga-nos as vistas e os horizontes. E nesse contexto quero pedir-vos para que aproveitem a oportunidade, para experienciar esta riqueza de estar vivo, usufruir do que é belo, e aproveitar para ‘ver mais longe’, vivendo um dia de cada vez, mas com uma grande dose de esperança no futuro”, acrescentou Lídio Gonçalves.

“Quero portanto, em nome da FADFP, e para terminar, desejar que usufruam plenamente daquilo que agora vos é dado, como sinal de grande amizade e fraternidade, e que nós seres humanos, como seres de relação que somos, devemos acima de tudo privilegiar e praticar o Amor na relação uns com os outros”, diria ainda.

“Votos portanto, de que acima de tudo, vocês amem e sejam amados pela ‘Vida’ e pelo ser humano que está ao vosso lado, em qualquer momento das vossas vidas. Sejam felizes”, concluiu.

A mensagem da Fundação parece ter passado aos destinatários, tendo alguns deles agradecido a Lídio Gonçalves as suas palavras.

O Eng.º Lídio Goncalves foi ordenado Diácono na Sé Nova, em cerimónia presidida pelo  Bispo da Diocese D. Virgílio de Coimbra, no domingo, dia 25 de junho, facto que deixa toda a ADFP cheia de alegria e satisfação. 

A Fundação ADFP é uma organização laica que tem tido o Padre Daniel Mateus como presidente do Conselho Geral. No início o presidente do Conselho Fiscal foi o Sr. Fausto Branco, o primeiro leigo em Portugal a assumir serviço religioso na Igreja Católica, nas duas paróquias de Bendafé e Lamas, nos concelhos de Miranda e Condeixa.

O Dr. Jaime Ramos, o fundador, salienta sempre o aspeto laico da ADFP, assente numa intensa cultura cristã que é a base dos valores de fraternidade, igualdade, liberdade, tolerância e respeito pelo diferente. Razão porque Jaime Ramos mandou edificar uma Cruz Branca, no exterior do Templo Ecuménico Universalista, mostrando que a edificação aconteceu num local da cristandade.

Instituído em 2000 pela ONU e comemorado a 20 de junho, o Dia Mundial do Refugiado é uma oportunidade para celebrar a força, a coragem e a resiliência das pessoas que foram forçadas a deixar as suas casas e países por causa de guerras, perseguições e violações generalizadas de direitos humanos.

O deslocamento forçado devido a conflitos atingiu níveis recordes no mundo, e está acelerando rapidamente. A Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) estima que, até 2016, mais de 65 milhões de pessoas, foram obrigadas a deixar as suas casas em todo o mundo. Todos os dias, a partir dali e até hoje, outros milhares são forçados a fazer o mesmo.

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