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Delegação mirandense estudou unidades de saúde das IPSS

Visita aos hospitais de Oliveira do Hospital e Mealhada

Uma delegação mirandense composta por deputados municipais, autarcas e coordenador do Centro de Saúde, visitou os hospitais de Oliveira do Hospital e da Mealhada, com vista a informar-se cabalmente do funcionamento daquelas unidades de saúde privadas, dia 8 de Março.

 

A delegação incluiu o presidente da Assembleia Municipal, Mário Ricardo, os vereadores Sérgio Seco e Carla Batista, os deputados municipais  Eduardo Barata, Paulo Silva, José Taborda e Aires Caetano e o coordenador do Centro de Saúde, César Fernandes. A presidente da Câmara, Fátima Ramos, só esteve em Oliveira do Hospital, enquanto Miguel Batista e Nuno Felipe do PS, marcaram presença na Mealhada.

 

Em relação aos dois hospitais, o da Fundação Aurélio Amaro Diniz (Oliveira do Hospital) e o da Santa Casa da Misericórdia (Mealhada), ficaram a saber-se três dados fundamentais: têm saldo positivo, fazem muito mais serviços com menos dinheiro que o Estado, mas seriam financeiramente insustentáveis sem os acordos com Ministério da Saúde e Administração Regional de Saúde.

 

Em Oliveira do Hospital foi o médico Álvaro Herdade, presidente do Conselho de Administração, nomeado pelo Presidente da Câmara devido a uma orientação testamentária do benemérito da Fundação, a informar a delegação mirandense.

 

O orçamento anual da Fundação é de 7 milhões de euros, 70% dos quais relativos á atividade hospitalar, sendo o saldo anual em 2012 de 500.000 euros. Há alguns anos o hospital deu deficits frequentes que foram custeados pela Câmara municipal. Os saldos recentes tem sido investidos na modernização dos equipamentos. São 170 os trabalhadores do hospital, sendo 100 a contrato, e 70 médicos que trabalham a recibo verde e à peça, dispondo o mesmo de 31 camas de internamento. Todas as especialidades têm acordo com o SNS (Serviço Nacional de Saúde), com as mesmas taxas moderadoras, exceção feita às ressonâncias e exames nucleares, contratualizadas com uma clinica de Coimbra, apenas naquilo que é rentável. O hospital dispõe de dois blocos operatórios e tem 3 equipas cirúrgicas em ortopedia, não se praticando horas extraordinárias mas, por exemplo, contratando-se mais enfermeiros.

 

A partir de 1 de Abril o hospital será equiparado a um hospital público. Cada consulta externa custa 6, 90 €, feita pela caixa, e o resto é privado, com a primeira consulta a 40 € e a 2ª a 38 €. Está previsto que em breve a unidade básica de urgência volte a integrar a Fundação.

 

Com quartos de duas ou três camas, o hospital efetuou, em 2012, 1536 cirurgias, 89329 análises clínicas, 14891 exames radiológicos, 5000 electrocardiogramas, 12589 ecografias, 2141 ecocardiogramas, 1802 TAC e 8931 consultas externas, entre outros dados.

 

Este hospital responde aos concelhos de Oliveira do Hospital (22 mil habitantes), Tábua e Arganil num total de 25 mil utentes, e não dispõe de Unidade de Cuidados Continuados.

 

Fundado em 1955, o hospital da Fundação Amaro Diniz foi ampliado em 1969, nacionalizado em 1979 e finalmente devolvido à Fundação em 1990.

 

O Hospital conta com o apoio da câmara municipal que oferece toda a água consumida. O Hospital vai iniciar a construção de uma nova área que se destina  a ampliar a fisioterapia e que está avaliada em 400 mil euros que vão ser custeados pela câmara municipal.

 

Hospital da Misericórdia da Mealhada

 

Este hospital renasceu em 2006 em quase todas as especialidades, tendo em 2012 um orçamento anual de 7 milhões de euros e um saldo positivo de 1 milhão, com 100 trabalhadores a contratam e 120 em regime de prestação de serviços contínuos.

A receber a delegação mirandense estiveram o diretor clínico, o cirurgião Aloísio Leão, o tesoureiro, Sr. Orlando, o diretor de enfermagem e do bloco operatório, Manuel Francisco, a gestora hospitalar Sónia Coleta e a diretora da UCCI, Sofia Lousado.

O apoio da Câmara Municipal foi de 500 mil euros para a reconstrução do antigo hospital tendo também construído o parque de estacionamento em frente ao hospital. A Misericórdia  contou com mais 500 mil euros através do Programa de Saúde 21, tendo o equipamento de 10 milhões de euros sido financiado pela banca em 4 milhões durante 20 anos.

Os utentes pagam as mesmas taxas moderadoras do SNS, com acordos com todos os subsistemas, existindo listas de espera apenas em alguns serviços devido a falta de capacidade física (o hospital espera aumentar o espaço da fisioterapia) ou caso não sejam subsidiados pela ARS. O internamento hospital custa 60€ dia, 75€ se for em cirurgia (incluindo alimentação, roupa, apoio e auxiliares). Nas cirurgias, aquilo que o Estado paga não é suficiente para os consumíveis, pelo que são mantidas em código aberto.

O hospital dispõe de 60 camas, das quais 29 para internamento e as restantes em Unidade de Cuidados Continuados Intermédios.

A urgência, que já foi de 24 horas, e tem média diária de 40 consultas, é agora de 16 horas por dia, sendo que das 0h00 às 8h00, com uma média de zero a três episódios diários, existe um médico permanente. Na urgência, os utentes com um cartão anual de 37€ dispõem de 50% de desconto e, tendo acordo, pagam apenas 10€.

Os dados estatísticos de 2012 referem 2260 cirurgias, 81690 sessões de fisioterapia, 31362 exames de imagiologia, 5061 análises clínicas, 11399 urgências, 16348 consultas externas e 107 internamentos em UCCI, com uma ocupação média superior a 95%.

Para além da Mealhada, este hospital serve a população dos concelhos de Coimbra, Cantanhede, Anadia, Mortágua e Oliveira do Bairro.

Esta visita surgiu após a Fundação ADFP de Miranda do Corvo ter proposto ao vice-Presidente da Câmara Municipal e ao Presidente da Assembleia Municipal reuniões para estudar a possibilidade de concretização do Hospital/Clínica médico-cirúrgica dos Vales do Ceira Dueça.

Fundação ADFP ao reiniciar este diálogo com a autarquia mirandense, pretende saber se há ou não apoio político e financeiro ao investimento.

O hospital, com área de construção prevista de 4000m2, distribuída por três pisos e com capacidade para 54 camas, possuirá um bloco operatório com duas salas de operações independentes. Terá também uma área de urgência, sector de consultas de ambulatório para varias especialidades médicas, de internamento, serviços de imagiologia médica (RX Ecografia) farmácia, representando um investimento na ordem dos cinco milhões de euros.

A Fundação solicitou á câmara um apoio de 500 mil euros para a construção e 250 mil para o equipamento medico e cirúrgico uma vez que não há qualquer possibilidade de obter apoio do Estado dada a crise atual.

A Fundação acredita que o emprego que se vier a  criar é fundamental ao desenvolvimento do concelho e que tal como em Oliveira e Mealhada as pessoas passam a beneficiar de excelentes serviços de saúde, com comodidade e comparticipados pelo Serviço nacional de saúde.

Salienta-se que tal como nestas vilas vizinhas o SNS poupa bastante pois paga a estes hospitais um valor inferior ao que gasta por serviços idênticos numa unidade hospitalar dos CHUC em Coimbra.

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