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Com uma família chamada “Viveiro”

Festa de fim de época no futsal dos mais pequeninos

No final de uma época com bons resultados, a escola de futsal Viveiro, secção autônoma da Fundação ADFP, realizou uma festa de final de época no Pavilhão Municipal, antecedida logo pela manhã de uma caminhada até à Godinhela e volta, com a participação dos jovens atletas, dos pais e do staff, dia 27 de junho.

A escola de futsal “Viveiro” tem já uma década de existência, fundada que foi por Bruno Santos, em parceria com a Fundação ADFP e Parque Biológico.

A época que findou trouxe bons resultados ao Viveiro, como sublinhou Bruno Santos:

“Nos traquinas (6 e 7 anos) fomos vice-campeões, tendo sido eliminados no desempate por grandes penalidades na final do Campeonato paralelo da A.F.Condeixa; com os miúdos de 4 e 5 anos só houve encontros pontuais organizados pela Associação de Futebol de Coimbra; os benjamins (8 e 9anos) competiram no PLAY onde foram 12ºs e obtiveram o 4º lugar no final da Taça; já os infantis (11 e 12 anos) foram 8ºs no Campeonato da Associação de Futebol de Coimbra”.

“A Escola de Futsal Viveiro subsiste graças às mensalidades dos pais (5 euros), o apoio do comércio local, da autarquia, Fundação ADFP e Parque Biológico da Serra da Lousã, e além disso somos dos poucos clubes com as contas todas em dia”.

Visivelmente satisfeito, num clima familiar, Bruno Santos acrescentou que “a maioria não deixa o desporto, após os infantis, continuando a jogar na Casa do Povo, Mirandense e Académica, mas nós continuamos a acompanhá-los consoante eles evoluem”.

“Os pais apoiam e muito na logística, e tenho como treinadores adjuntos Rui Rodrigues, David Alegria, o professor de Educação Física Francisco Silva, Felipe Rodrigues é o treinador de guarda-redes, como apoio à coordenação e informática, como médico o Dr. César Fernandes, e Dalila Salvador como psicóloga”, especificou.

O médico César Fernandes, há dez anos médico dos Viveiro, revelou que “antes da época são feitos os habituais exames pré-competição para avaliar as capacidades dos atletas. Algo que é obrigatório por causa dos seguros”.

“Durante a época – acrescentou – eventualmente faço tratamento dos atletas sempre que sou solicitado pelo clube. As lesões dos jogadores são diferentes, mas as mais comuns são entorses, tendinites, lesões musculares, até porque os pisos onde jogam além de duros são ligeiramente escorregadios”, sublinhou.

“Repare que uma tendinite obriga a uma paragem de 6 meses”, especificou.

Quanto tempo mais se manterá nestas funções?

“É até poder, até que as minhas capacidades físicas e intelectuais o permitam, embora eu tenha uma paixão de longa data pela medicina desportiva, funções que iniciei no Mirandense desde 1984”, concluiu.

Bruno Santos, além de fundador e coordenador é também o treinador principal e faz um balanço “extremamente positivo” destes 10 anos de existência, “por cá já passaram mais de 500 miúdos, alguns deles já não são jogadores mas sim treinadores”.

“Realço de novo o apoio da Fundação ADFP, e também o da Câmara, que nos cede o Pavilhão Municipal, onde treinamos e jogamos, mas o apoio dos pais tem sido decisivo, sem eles seria praticamente impossível manter a continuidade da escola”.

Nesta festa com muitas dezenas de participantes, depois da caminhada, atletas, staff e pais participaram num almoço convívio em que as famílias colaboraram com salgados e sobremesas, enquanto maridos e staff preparavam uma grelhada com todos, num clima familiar, cheio de boa disposição.

Já o almoço terminara quando chegou Jaime Ramos, ainda a tempo de participar na grelhada, muito festejado pelo staff e Bruno Santos, e que simbolicamente daria início a um de vários jogos de futsal, entre familiares e staff, atletas e treinadores, com que terminou a festa, com uma família chamada Viveiro.

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