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Carlos Silva anunciou a vinda de Pedro Mota Soares à instituição em Outubro

Líder da UGT visitou Fundação ADFP de Miranda do Corvo

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, anunciou que iria sensibilizar a vinda do Ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Motas Soares, à instituição mirandense em Outubro, durante a conferência “Portugal rumo ao Futuro” com que finalizou a visita à Fundação ADFP, dia 11 de Setembro, acompanhado por uma delegação da UGT-Coimbra e pelo vereador Sérgio Seco.

O líder da UGT espera que a visita do ministro traga à Fundação ainda mais “visibilidade nacional a um modelo que considero exportável para a Europa”.

Carlos Silva referiu-se à Fundação ADFP como “uma instituição de enorme dimensão social, sobretudo na empregabilidade dos deficientes, contra a exclusão e as desigualdades, que presta um grande serviço a Miranda, à região e ao país”.

O líder da UGT, que no próximo dia 26 apresentará a sua política reivindicativa para 2014, referiu que o país “precisa de alguns sinais de esperança, face ao milhão de desempregados, dos quais 460 mil nos últimos dois anos, devido às políticas de austeridade”.

“Já dissemos ao governo, que em vez de cortes nas pensões e salários, temos que dotar as famílias de poder de compra, e para isso aumentar os salários nem que seja 15 ou 20 euros, e mexer nos 485 euros do ordenado mínimo, dissemos aos patrões e empresas que deve ser no mínimo de 500 euros”, acrescentou.

Carlos Silva defendeu a redução do IVA na restauração de 23 para 13% e considerou o aumento do IMI “escandaloso”, sobretudo no caso de famílias com filhos desempregados, interrogando-se se devemos “todos emigrar, sem eira nem beira”.

“A UGT é a favor da reforma do IRC mas pedimos uma contra-partida, que é o investimento na economia de um país onde faliram 60 mil PME’s, que lançaram 300 mil pessoas para o desemprego”, disse.

Partidário do reforço da economia social, Carlos Silva sublinhou que na UGT “não há questões políticas e partidárias pelo meio, mas a defesa da justiça social doa a quem doer”:

“Num país com tantas desigualdades as IPSS podem dar um contributo decisivo, naquilo que o Estado com a caridade não consegue. E é bom que Miranda do Corvo tenha um homem como Jaime Ramos, humanista convicto a favor das suas terras e suas gentes, que faz o que pode e faz o que deve”, concluiu.

Cortes nos salários e pensões são vergonha nacional

Numa breve sessão de perguntas e respostas, abertas a técnicos trabalhadores e utentes da ADFP, Carlos Silva sublinhou que “os cortes nos salários e pensões são uma vergonha nacional que conduzem ao empobrecimento”. Considerou ainda que, se houver penalizações nas pensões que “sejam a partir do momento em que a lei entre em vigor”:

“Não sei qual vai ser a decisão final do governo, mas estou convicto de que Paulo Portas consiga fazer frente à troika”, acrescentou, pedindo ao governo maior sensibilidade social.

O líder da UGT referiu-se ainda às próximas eleições na Alemanha, dia 22, “só depois é que vamos ver como são as coisas”, não deixando de sublinhar os seus “6% de desempregados” e que “a economia alemã meteu nos seus bancos 41 mil milhões de euros dos juros que os países com problemas pagaram”.

Para Carlos Silva, “é preciso um Plano Marshall para a Europa”:

“O modelo social europeu custa dinheiro e quando não há não podemos continuar a bater sempre nos mesmos”.

Numa breve introdução à conferência, Jaime Ramos, presidente do Conselho de Administração da Fundação ADFP, gradeceu a visita do líder da UGT, e de uma delegação da UGT-Coimbra chefiada pelo seu presidente Ricardo Pocinho. O Presidente da ADFP chamou depois a atenção para a necessidade de se aumentar o salário mínimo, de se apoiar as famílias no aumento da natalidade, e para problemas específicos da tabela salarial nas IPSS:

“Neste sector, 90% dos trabalhadores ganham por uma tabela em que a diferença entre o salário mínimo e o que ganha mais é de pouco mais que 2 vezes. Isto nem na antiga União Soviética existia”. Mas numa segunda tabela, a diferença é enorme relativamente à 1ª, com educadoras e professoras a poderem ganhar mais do dobro do que ganha a sua diretora o que é fonte de injustiça. Chamou também atenção para os jovens enfermeiros desempregados que estão impedidos de fazer estágios remunerados, o que é injusto relativamente a outros profissões.

Antes da conferência, Carlos Silva e a delegação da GT Coimbra visitaram as principais valências sócias e de saúde da Fundação, antes de um almoço no Museu da Chanfana, seguido de uma ida às oficinas artesanais do Parque Biológico da Serra da Lousã.

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