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Câmara Coimbra insurgiu-se pelo empréstimo do espaço ao Movimento Cidadãos

Encerramento solene da loja do PBSL em Coimbra

A loja do Parque Biológico da Serra da Lousã no início da Rua da Sofia, em Coimbra, encerrou dia 15 de setembro, por decisão da Fundação ADFP, a quem a Metro Mondego cedera o espaço, devido ao boicote da autarquia conimbricense, que se insurgiu contra o seu empréstimo ao Movimento Cidadãos por Coimbra.


A Fundação ADFP, após ter cedido algum espaço da loja ao Movimento Cidadãos por Coimbra para uma exposição destinada a favorecer o debate democrático sobre o futuro da Av. Central, viu a Metro Mondego questioná-la sobre o seu direito a permitir a utilização do espaço ao Movimento de Cidadãos.


O Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado deslocou-se à loja insurgindo-se contra essa cedência e "ralhando " com o funcionário .


De seguida Foi colocada uma tela “Valorizar o coração da cidade – Via Central – Respeito pelas pessoas e pelo património. Projeto do Arquiteto Gonçalo Byrne” em frente ao edifício e impedindo o acesso de turistas á lojaA Fundação ADFP decidiu pois realizar o encerramento solene da Loja do PBSL convidando a imprensa como o fizera na abertura em 2013.


“Nós achámos que tínhamos a obrigação - tratava-se de um movimento representado na autarquia, com vereadores e deputados na Assembleia Municipal - de imediato pôr à disposição o espaço. Isso chocou algumas entidades, a própria Metro Mondego e o Presidente da Câmara de Coimbra .


“No último dia da exposição, o Sr. Presidente da Câmara de Coimbra veio fazer um discurso muito crítico em relação a termos autorizado a realização da exposição, e depois aparece-nos uma tela na fachada , que transforma a loja num estaleiro em obras, e ninguém passa por debaixo da tela, impedindo assim clientes de entrarem”, explicou.


“Ainda perguntámos se a tela saía, mas ela mantém-se, e saímos nós, ”, concluiu.


José Augusto Ferreira da Silva, líder do Movimento Cidadãos por Coimbra, também esteve presente no encerramento solene da loja, defendendo o seu ponto de vista:


“Quando promovemos um debate sobre a via central, uma das coisas que marcou esse debate foi a apresentação pública do projecto do arquitecto Gonçalo Byrne, a exposição foi por ele inaugurada e houve uma conferência feita por ele na Praceta de S.Bernardo. A exposição não tinha nada deestranho, nem nada contra a Câmara Municipal, mas tão só a divulgação de um projecto que pelos vistos poucos conheciam.A exposição durou uma semana/dez dias, até que a funcionária nos disse que o presidente da autarquia tinha lá ido fazer uma diatribe”.


José Augusto Ferreira da Silva especificou alguns detalhes:

“No dia em que íamos levantar a exposição ela já tinha sido levantada por um funcionário que se apresentou como sendo do Metro Mondego, o que é uma outra coisa completamente absurda. Os painéis eram nossos, Do Movimento Cidadaos por Coimbra ,levaram-os, nem sabemos deles. O vereador e advogado acrescentou : "econsideramos que houve aqui uma atitude de vingança do sr. Presidente da câmara contra uma fundacao que não tem responsabilidade nenhuma”.


O dirigente do Movimento Cidadãos por Coimbra concluiu com uma crítica forte à atuação de Manuel Machado:


“Isto era tão só uma exposição do projecto de Gonçalo Byrne, que ainda por cima a Câmara diz que vai executar. Entendemos que esta atitude não é digna dum presidente da Câmara Municipal de Coimbra”, concluiu.

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